segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Haully X Barbosa Neto: Em que palanque estará Osmar Dias?

Como dizia o saudoso Ulisses Guimarães, em política não tem sim nem não; um bom político tem que ser polivalente e o adversário de hoje pode ser o correligionário de amanhã.

Muito provavelmente o senador Osmar Dias, convenhamos não acreditando muito em Barbosa Neto, deputado federal do seu partido, raciocinando naquela linha de Ulisses, foi a Londrina e subiu no palanque do candidato Luiz Carlos Haully, PSDB, ao lado de Beto Richa e José Serra, este governador de São Paulo, mais com os olhos voltados para 2010, quando espera alguma coisa do PSDB, mesmo que o preço a ser pago no futuro, caso alguma coisa saísse errada, fosse ter que dar muitas explicações aos paranaenses.

Mas como Deus escreve certo por linhas tortas, já dizia meu velho pai de saudosa memória, o destino pregou uma peça no senador pedetista que ele não esperava, cujo nó ele terá que desatar com suas próprias mãos.

No inicio de 2009, por decisão da Suprema Corte da Justiça Eleitoral, a cidade de Londrina vai realizar mais um turno para decidir entre Luiz Carlos Haully(PSDB) e Barbosa Neto (PDT), quem governará a cidade nos próximos quatro anos.

Confesso que não gostaria de estar na pele do senador Osmar Dias, presidente do PDT no Paraná, por quem nutro grande simpatia.

Ou ele aborta o apoio que deu a Haully e fica com o candidato do seu partido, que terá o apoio de Antonio Belinati neste terceiro turno, o que seria politicamente correto; ou mantém a postura que teve nos outros embates e apóia novamente Luiz Carlos Haully e entrega para Deus o que virá depois, o que seria incorreto politicamente, além de ser um “baita”ato de infidelidade.

Neste instante, forças ocultas e poderosas de Curitiba preparam um forte esquema de apoio a Barbosa Neto e, segundo informações confidenciais, uma grande casa alugada especialmente para abrigar a caravana curitibana, já está sendo montada para “tomar Londrina de assalto” e fazer da vitória de Barbosa Neto a mais estrondosa que a cidade já assistiu.

Vamos ver o que acontecerá daqui para frente.

Agora, que é um verdadeiro enrosco para Osmar Dias não tenho nenhuma dúvida.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Manassés: um Robin Hood na contra mão

A cada dia que passa mais “ pérolas” surgem do meio político. Quando não é alguém querendo determinar carga horária para animais de tração usados pelos carrinheiros, é outro dizendo que reunindo meia dúzia de cabeças de bagres estrangeiros num auditório, vai mudar a política financeira do mundo e a crise que leva de roldão até os poderosos terá um final feliz pois aqui no Paraná as soluções serão apresentadas e vai mudar o comportamento das regras nas bolsas de valores dos países mais ricos.

Agora, lemos nos jornais que o vereador sem partido Manassés Oliveira, deixando de lado as inúmeras instituições filantrópicas e associações comunitárias que estão às minguas em Curitiba, apresentou uma emenda ao Orçamento de 2009 de Curitiba, no valor de 205 mil reais, para quem?

Para a Secretaria Municipal do Emprego e Relações do Trabalho de Curitiba da qual já foi titular e passou como um tufão do tipo “ catarina”; isto é: nada fez por que nada saia fazer.

Aos que não sabem, e neste grupo incluo o próprio Robin Hood curitibano, informo por ter conhecimento de causa, que uma Secretaria do Trabalho, seja estadual ou municipal, tem seus programas mantidos com verbas do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, que o Ministério do Trabalho libera sem nenhum obstáculo, desde que seja apresentado um programa de ação pelo menos no ano anterior em que a instituição pretende usar.

Do vereador sem partido Manassés Oliveira pouco se sabe. A não ser que ele foi presidente do SIEMACO, Sindicato dos Empregados de Empresas de Conservação do Curitiba e Região Metropolitana, estas que fazem limpeza em grandes empresas e prédios públicos.

É lógico que para liderar trabalhadores do setor de limpeza e conservação, o cidadão deve pertencer a categoria, isto é: ser funcionário de uma das muitas empresas de limpeza que atuam na área.

Assim, seria injusto de nossa parte querer que um cidadão com este perfil raciocine como um legislador, faça pesquisas e destine recursos aos que necessitam, e em vez de usar o dinheiro que deveria ir para o povo, destiná-lo para uma secretaria municipal que pode usar os recursos do FAT.

É ou não é uma “ pérola” esta iniciativa de Manassés? Só falta esta incoerência do líder da limpeza e conservação ser usada como moeda de troca e o dito ser transformado em Secretário Municipal do Trabalho do Governo de Beto Richa como prêmio.

Agora uma pergunta:

Será que esta iniciativa de Manassés não é coisa encomendada?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Por um instante gostaria de ser crente

Outro dia estava eu sentado num coletivo que faz a linha Centenário-Campo Comprido, e fui indagado por rapaz que carregava uma Bíblia embaixo do braço direito, se eu estava pronto para receber a vinda do Senhor que segundo ele será para julgar os vivos e os mortos e libertar a terra de tudo o que não presta. Pelo jeito eu estava incluído no que não presta.

Em dado momento o " crente" pediu para mim ler um determinado trecho daquele livro sagrado.

Um pouco aborrecido com o cara li mas em voz baixa o que não lhe agradou. Tentando me intimidar o "cara" pediu que a leitura fosse em voz alta para que os "pecadores" que estavam no coletivo dela tomassem conhecimento.

Sei que sou meio descrente para com os méritos desta gente que prega nas praças aos brados, bem como os que adoram imagens, coisas repudiadas pela Bíblia. Me neguei logicamente.

Não deu outra: o " crente" levantou-se e aos gritos disse que eu estava endemoniado e precisava ser exorcizado, pois representava um perigo aos que alí estavam.

Gente, eu me julgo um sujeito educado e respeito o direito de cada um ter sua convicção religiosa, seu partido político, sua opção sexual, mas não admitido que alguém tente me usar em suas manobras de extremismo religioso, quase chegando a loucura.

Não tive outra alternativa senão dar uns berros nos ouvidos do "crente" e dizer que se ele não deixasse aquele coletivo no próximo ponto eu o faria engolir a sua Bíblia.

O homem foi à loucura total: começou a gritar pedindo que as pessoas me segurassem pois eu representava uma ameaça, enquanto usava o celular para chamar a polícia.

Acreditem o final desta história maluca: Quando coletivo chegou ao ponto final lá estava uma viatura me esperando e ao lado dos policiais uma multidão querendo ver o desalmado jornalista que estava agredindo um " irmão em Deus", só pelo fato de que ele era de cor e crente.

Meu Deus!

Foi um verdadeiro parto convencer os policiais ao contrário, pois entre os " homens da lei" que eram três, dois eram negros, o que me deixava em inferioridade.

Depois de quase duas horas de explicações, por uma graça de Deus, o " crente", aquele do inicio deste texto, voltou a ter um ataque de religiosidade pediu para um policial ler, em voz alta, exatamente o trecho da Bíblia que eu não quis ler.

Foi o ponto final: aos berros os policiais deram dois minutos para o " irmão em Deus" deixar aquele terminal, pois em caso contrário ele iria ler a Bíblia numa Delegacia de Polícia.

Confesso que por um instante tive a vontade de ser crente.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O Natal chegou e Londrina continua sem prefeito

Pelo andar da carruagem, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral não sabem o que fazer para resolver o problema jurídico-social criado por eles mesmos com as últimas eleições em Londrina.

É bem possível que eles também não saibam que Londrina é a terceira cidade em população do sul do país, ficando atrás apenas de Porto Alegre e Curitiba, e quem tem uma expressivas arrecadação de ICMS e uma posição destaca no PIB nacional.

Já se passaram mais de 30 dias e a cidade não sabe o resultado das eleições passadas, quando Antonio Belinati,PP, deu um baile em Luiz Carlos Haully, PSDB, que por sinal ganhou o segundo lugar de Barbosa Neto, PDT, por uma diferença mínima.

O embrólio criado pelo TSE todo mundo sabe.

Não vamos discutir se Belinati estava ou não habilitado a concorrer às eleições, pois o TRE/PR lhe deu esta condição ao aceitar sua candidatura antes de 5 de outubro último.

O que não pode acontecer é esta indecisão, deixando uma cidade inteira a espera da boa vontade dos ministros que estão enrolados na teia que eles mesmo teceram.

O Natal está chegando, e quem sabe, num rasgo de boa vontade, o TSE decida de uma vez por todas e marque a posse de Belinati, ou quem sabe por um novo embate entre Haully e Barbosa Neto, mas que decida este enrosco que ele, o TSE, mesmo criou, e que os londrinenes não tem culpa nenhuma.

O Belinati pode ter muitos problemas, mas neste episódio ele está liso e quem criou o problema foi o TRE/PR que o habilitou a uma eleição que ele ganhou no voto popular, e não vai ser o TSE que vai desrespeitar a vontade popular por que não é dele a decisão de escolha do prefeito e sim do povo, nas urnas.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Vamos ajudar a reconstruir Santa Catarina. Os culpados, Deus os punirá!

O que aconteceu em Santa Catarina só Deus pode saber. É muita coisa para nós humanos avaliar as causas desta tragédia, quando estamos em pleno 2008, com a tecnologia mostrando o que o homem pode e o que o homem não pode fazer. Entretanto, todos sabemos que buscar desafios e mostrar poder sempre foi um dos maiores objetivos da era moderna.

Quando em anos anteriores passava de carro pelo litoral de Santa Catarina, ficava imaginando quem teria autorizado tantas construções nas montanhas e encostas que circundam a orla marítima, quando sabemos que além de serem áreas com formação geofísica delicada por estarem junto ao mar, ainda era proibido por lei, qualquer tipo de desmatamento para construção fosse para que fim fosse.

Mas não era assim. Os empresários catarinenses da área do turismo e os investidores imobiliários, conseguiam, não se sabe como, autorização para erguer suntuosas mansões e spas.

Mais para o interior barriga-verde, levantavam hoteis-fazenda em todas as elevações e mais desmatamento era feito sem dó e nem piedade.

Agora o que se vê são destroços para todos os lados, mais de 100 mortos e certamente outro tanto desaparecido. Nas regiões aonde estavam os hotéis-fazenda e as encostas aonde estavam os spas e as fantásticas mansões, tudo veio a baixo. Como fizeram desmatamentos, a água das fortes chuvas não encontravam resistência e inundavam os vales levando tudo o que encontravam pela frente.

Quem era de posse, certamente tinha dinheiro em banco e suas propriedades e empresas estavam no seguro. Mas as pequenas propriedades e sítios que existiam nos vales hoje inundados, certamente que não tinham seguro.

A simplicidade daquela gente e a crença que Deus não permitiria uma tragédia destas, não as levava a pensar em seguro de vida ou de propriedade.

Os abrigos, os ginásios mais seguros e as escolas estão cheios de gente. Não aqueles abastados que agora devem estar em hotéis assistindo tudo pela televisão, mas gente que perdeu tudo, bens, casa, animais, e até familiares na maior tragédia que Santa Catarina já assistiu.

Agora, o Brasil inteiro chora junto de seus irmãos catarinenses. Cada um ajuda com o que pode. Está na hora das autoridades pensarem mais nas pessoas e menos nas vantagens que levam ao autorizarem determinadas atividades.

De nada adianta chorar agora e procurar o responsável pelo ocorrido.

Deus se encarregará de punir os culpados. Para nós cabe a oportunidade de juntar o que está sobrando em nossas casas e aquecer um idoso, uma mãe, uma criança, das muitas que sentem frio e fome na antes bela Santa Catarina.

Eu estou fazendo a minha parte. Faça você a sua e verá que vais dormir melhor esta noite.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Pedofilia: Lula bate firme na programação de TV

Quem me conhece sabe que não sou muito fã de Luiz Ignácio Lula da Silva, mas o respeito por ser presidente do Brasil e, por conseguinte, meu presidente. Como linha de trabalho já que sou articulista, procuro nas entrelinhas das falas dos governantes as famosas “ mancadas e pérolas” para enriquecer meu trabalho. Além do que, fazer as coisas certas é obrigação de todo o homem público, muito mais do presidente, daí não ver razão para badalações.

Assim, quando a coisa não vai bem, o negócio é criticar e cobrar a solução do problema. Esta é a função do jornalista.

Entretanto, hoje, me curvo ao presidente Lula e digo em alto e bom som que estou ao lado dele com relação ao que ele falou sobre pedofilia no Terceiro Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que aconteceu no Rio.

O senhor está coberto de razão presidente. A mídia eletrônica contribui com sua programação para a degradação da família com a divulgação, sem limite, de cenas de sexo e violência.

Lula bateu firma também na falta de programação cultural de qualidade dirigida aos públicos infantil e jovem na televisão.

“Sei que muitas vezes, admitiu o presidente, uma criança vende seu corpo por um prato de comida. Neste violento processo de degradação a que está submetida o ser humano, a partir da família, pela qualidade das informações que recebemos pelos meios de comunicação 24 horas por dia, estamos fabricando tarados e pedófilos por atacado”.

Lula disse que a grande mídia despeja oceanos de cenas de sexo e violência de manhã, de tarde e de noite, e por este motivo sancionou uma lei sobre a pedofilia com mais poder às autoridades para punir este tipo de crime.

Com o Timão de volta à Primeira Divisão do Futebol Brasileiro, parece que Lula desencantou e usa a força do cargo com medidas mais lógicas e pronunciamentos incorrigíveis e compatíveis com seu cargo.

Parabéns presidente. Parabéns meu presidente Luiz Ignácio Lula da Silva.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Por que a Polícia não encontra o assassino de Rachel?

A imprensa especializada já não toca mais no caso da menor Rachel cujo corpo foi encontrado dentro de uma mala na rodoferroviária de Curitiba. Até por que, outros casos de abuso sexual de menor, seguidos de morte, aconteceram depois daquele dia, e apenas um em que o assassino usava drogas com a mãe da vítima foi descoberto. Ainda assim, pelo fato do anormal depois do crime se esconder embaixo da cama do casal. Além de anormal, viciado e tarado, era um idiota que foi esconder-se dentro da casa da vítima. Neste caso não só ele, mas toda a família da vítima devia estar atrás das grades.

Agora, os outros, inclusive o caso da menina Rachel de 9 anos que estudava no Instituto de Educação, cuja mãe a deixava tomar ônibus todos os dias desacompanhada e cruzava uma das praças de maior movimento de Curitiba, as autoridades não sabem que caminho tomar. Já inventaram vários suspeitos mas até agora nada.

Ocorre que se a Polícia continuarem tratando estes casos como crimes comuns, que têm vítima e assassino, nada vão conseguir.

Qualquer humano, por menos esclarecido que seja, sabe que ninguém comete um crime de pedofilia seguido de morte violenta, se for uma pessoa normal.

É claro que estamos diante de casos de doentes mentais que praticam estes crimes por desvio de personalidade. Muitos deles têm família constituída, quando não com boa formação cultural e apresentam uma linha de conduta que somente especialistas em comportamento humano podem captar.

Parecem pessoas normais, se vestem com higiene, fazem relacionamento com muita facilidade, freqüentam os lugares aonde suas vítimas em potencial costumam freqüentar e de repetente ao verem pessoas inocentes sendo acusadas de seus crimes, resolvem confessar a autoria , pois não gostam de ver injustiça, por mais paradoxal que seja, já que seu instinto bestial não concentra seu foco em atores da vida que não sejam crianças indefesas.

Desta forma, a Polícia para ter êxito nestes casos, deve se valer de psiquiatras e psicólogos para colheita de elementos que a habilite a tratar com criminosos que tenham este perfil.

Está explicado por que a Polícia ainda não achou o assassino de Rachel?