terça-feira, 17 de março de 2009

Estratégias podem colocar os irmãos Dias frente a frente

Tudo leva a crer que a cúpula do PSDB nacional, que tem seu pré-candidato a presidente José Serra à frente da Ministra Dilma, do PT, por mais de 10 pontos segundo as pesquisas, não vai deixar passar em branco a grande oportunidade que tem no Paraná de fazer o novo Governador do estado.

Isto porque tem três nomes de peso para escolher um que enfrentará o senador Osmar Dias, do PDT, até agora o grande nome quando se deixa de fora o partido dos tucanos.

Beto Richa, por uma questão de estratégia, nunca disse que será candidato a governador, limitando-se a salientar que o substituto de Roberto Requião vai ter a missão impossível de recuperar as finanças do Estado e fazer o Paraná voltar a ter a credibilidade que sempre teve no cenário nacional.
Serra vai precisar de um palanque forte no Paraná. Como seu partido tem Gustavo Fruet, Beto Richa e Álvaro Dias, não terá nenhuma dificuldade neste sentido.

Entretanto, Gustavo Fruet não é de se matar com a unha e não demonstra ter vaidades a tal ponto de querer impor seu nome na disputa, mesmo por que, quem é o melhor deputado federal do país, já tem seu nome inscrito naturalmente em qualquer disputa que for montada no Paraná.

Já com Beto Richa a coisa funciona diferente. A sua votação na última eleição, embora tenha custado alguns milhões de reais e muitos compromissos, lhe credencia a ser colocado na convenção que indicará o tucano que tentará o Palácio Iguaçu.

Entretanto ele tem um documento firmado em cartório que impede sua candidatura em 2010, a não ser que ele não respeite a promessa que fez de cumprir os quatro anos de mandato na Prefeitura de Curitiba. Eu honestamente, acredito que Beto não será candidato, mas vai percorrer o Paraná de ponta a ponta ( já começou faz alguns dias) pregando a sua proposta de fazer no Estado o que fez em Curitiba, muito embora no interior a coisa não funciona de cima para baixo. Lá tem muita tradição a ser respeitada.

Assim, resta o senador Álvaro Dias, o melhor Senador da República segundo os jornalistas que acompanham o seu trabalho, cujo mandato estará na metade quando 2010 chegar.

Por tudo isso, e pelo fato de Osmar Dias estar decidido a disputar a cadeira de Roberto Requião, é que achamos que as estratégias que os tucanos preparam vão colocar os irmãos Dias frente a frente nos debates televisivos e em palanques diferentes na busca dos votos dos paranaenses.

Se isto acontecer, será bom de assistir, muito embora o Álvaro Dias tenha mais experiência do que seu irmão. Hoje Álvaro Dias dispensa comentários. Quando entregou o governo deixou muitos milhões no caixa e as contas zeradas.

Omar Dias, bem Osmar é uma promessa que pode dar certo. Acho que tem condições, o que lhe falta é uma coisa chamada humildade política.

Isto o Álvaro tem de sobra.

terça-feira, 10 de março de 2009

Os direitos dos outros segundo um leitor

Direitos Humanos no Paraná

Leio em nossos jornais, existirem, em nossa cadeias, milhares de presos, sem o devido processo legal, sem defensores, sem julgamento, embora exista lei determinando a imediata comunicação da prisão, medidas paliativas, etc.... Outros tantos tendo cumprido suas penas, continuam presos onerando cofres públicos e a sociedade. Cresce o número de prisões. Mortes à toa em delegacias e presídios. Lei do cão !

Leio e vejo que a cada dia diminui a idade dos ditos "marginais" e "assassinos" nas periferias. Agora têm eles 10,11, 12 anos, (substitutos dos "irmãos" maiores, já ceifados) soldados do tráfico, arrebanhados nas vilas, bairros e favelas, sendo dizimados no florescer da existência, vitimados pela sordidez do sistema, a alimentar uma guerra sem precedentes, soldados de vida curtíssima, existência efêmera.

Convivemos, aqui na Capital da Paraná,, com mães chorosas que carecem de alimentos para seus filhos, abandonados por pais que mal conhecem, implorando para serem atendidas, por 04 (quatro ??? ) Juízes e varas de família na Capital, que existem há vinte anos no mesmo número, embora a população tenha crescido pelo menos três vezes no período. No interior o problema é mais grave, pois lá não existem sequer pseudo defensores públicos, como na capital.

Nos Juizados Especiais não existem defensores; quando raro, um único a atender dezenas de audiências. Cidadãos perdidos, obrigados a formular suas demandas, assistidos por jovens estagiarios de primeira viagem, implicando em prejuízo e demandas infrutíferas.

Vejo Advogados, em nossas comarcas do interior, sendo cooptados, quase intimados, por Juízes, Promotores e Delegados, para que atendam a grande demanda de necessitados, reféns de um sistema caótico, arcaico e cruel.

Leio artigos de representantes do Ministério Público, Associação de Magistrados, Ordem dos Advogados ( sentem de frente o caos ) e se dizem atados, porém demonstrando preocupação, em demandas infrutíferas, desencontradas e muitas das vezes, demagógicas.

Nossos políticos de plantão, em todas as casas e poderes, fazem vista grossa, varrem para baixo do tapete estes graves e importantes problemas, sob o argumento de não onerar o erário, causando por outro lado, terríveis gastos que alimentam empreiteiros e todo o batalhão de "fornecedores" que enriquecem às custas da máquina estatal, encastelados em esquemas manjados, concorrências viciadas, que remontam há décadas, mantendo assim seus currais eleitorais.

Comissões de advogados amiúde se formam, em mutirões, soltando presos, denunciando, apurando, porém sem qualquer resultado efetivo e concreto, eis que eventual, casuistico.

Pobres coitados ? Vítimas do sistema ? Danem-se eles ? Direitos Humanos em nossas cadeias ?

A simples menção à existência de direitos humanos no Paraná, passa necessariamente, pela urgente e sistematicamente adiada, criação da Defensoria Pública, nos moldes da Constituição Federal, que declarou há uma vintena de anos, sua criação pelos estados, ou continuaremos nesta hipocrisia.

Para concluir, a terrível praga desta nova droga chamada "crack" que vem instalando verdadeiro caos social tem, necessariamente, de ser encarado como um fato social novo, e que requer medidas drásticas, não só dos operadores do Direito, mas multidisciplinar, para minorar o caos já instalado e que agora bate às nossa portas, para que possamos dizer que os direitos humanos são respeitados em nosso estado.

É necessário que trabalhemos sob novos paradigmas. URGENTE ! FAÇA SUA PARTE !

Flávio Vilmar Silva - Curitiba

sábado, 7 de março de 2009

Collor está de volta, para azar de seus detratores

O ex-presidente Fernando Collor de Mello está de volta ao centro nervoso da política brasileira. Na condição de Senador da República pelo PTB, a volta de Collor coloca em polvorosa muitos de seus detratores que ainda habitam na capital da república.

Sem aquela caterva que o cercava quando presidente e com amais experiência, a cada vez que ele usar a tribuna do Senado vai colocar de sobreaviso muita gente que o humilhou, tomou o seu dinheiro e votou por sua cassação e ainda estão lá, e outros que hoje aparecem como empresários das comunicações em organizações financiadas por Collor da qual tomaram posse no tipo MST e não largaram mais.

Gente, o Collor está vivo e mais experto, com aperfeiçoamento político em universidades internacionais, com uma saúde invejável e pronto parta dar o bote na hora certa. É bom acompanhar a pauta do Senado para saber quando Collor vai usar a tribuna, pois certamente vai ser um grande show.

Por que a igreja católica não cuida dos padres pedófilos?

O papelão que a Igreja Católica fez com o caso da menina que foi violentada e ficou grávida de gêmeos que vai abortar por decisão da Justiça, cujos pais, médicos, juízes e todos que são favoráveis ao aborto dos fetos, estão sendo excomungá-los com apoio do Vaticano, só vai servir para esvaziar ainda mais as igrejas no país.

Não seria de bom alvitre, como diria meu velho pai, que a Igreja Católica permitisse que os padres casassem e constituíssem famílias?

Só assim, sentindo a dor da própria pele, eles poderiam fazer um julgamento melhor de certos fatos que ocorrem na sociedade moderna.

Estou certo que até o número de padres tarados, estes que praticam pedofilia e são protegidos pela omissão do Vaticano, diminuiria sensivelmente e a igreja não pagaria o mico que pagou sendo criticada no mundo inteiro como foi.

Pelo jeito, para os católicos, quem praticou o abuso contra a menina não feriu seus princípios morais. Também, para quem tem milhares de padres pedófilos, violentar uma menina de oito ou nove anos não tem nenhum significado.

Quem não consegue resolver os seus próprios problemas não tem condições de resolver o problema dos outro.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Se quiser salvar sua carreira, Orlando Pessuti tem que deixar o PMDB

Tem uma máxima popular que diz que o brasileiro troca de religião, troca de mulher, mas não troca de time. Hoje vou acrescentar que tem um que além daquelas alternativas também não troca de partido, mesmo que ele esteja afundando.

Orlando Pessuti, hoje vice-governador do Paraná é olhado pelo atual governador como alguém que um dia poderá ocupar o seu lugar e com certeza não vai dar continuidade aos seus desmandos e nem vai assumir o que estiver errado.

Quem conhece a brilhante carreira política de Orlando Pessuti, sua vida profissional e o respeito que sempre teve pelo direito das pessoas e o trato com a coisa pública, sabe que os áulicos de Roberto Requião vão negociar o partido nas próximas eleições, mesmo que derrotados nas convenções, ainda que tenha que sacrificar um homem com a honorabilidade de Pessuti, e por isto temem por seu futuro político.

Os desmandos de Requião estão levando a família inteira para o fundo do poço, e pelo jeito não vai ficar nenhum para apagar a luz do Palácio no dia da derrocada final.

Ainda nas últimas horas, a Justiça mandou o irmão caçula deixar o Tribunal de Contas do Estado por ter sido empossado graças à manobras escusas do irmão mais velho junto aos deputados que disseram, na época, “fizemos um bom negócio”.

Sobrou também para a Maristela Requião e para o ex-superintendente dos Portos do Paraná, outro irmão, hoje secretário especial em Brasília. Ele por desmandos que quase faliram aquela autarquia, ela por acumular cargo nepótico condenado pela Justiça, e que dirige uma Ong que só ela sabe que existe.

Pelos lados do PMDB dirigido por Roberto Requião, se fala de tudo, até se juntar com o PT, ou PDT se for o caso, tudo em troca de alguma coisa que mantenha Requião na condição de imputável. E no meio deste rolo todo está Pessuti, homem honrado, de brilhante vida pública, profissional dos mais competentes, chefe de uma família exemplar, que por respeitar a fidelidade partidária corre o risco de ser crucificado e cremado em praça pública, tudo em nome de um partido que está em cinzas.

Deixe esta gente Pessuti. Não importa o rumo que você tomar, sempre será reconhecido como alguém que antes de pensar nas benesses do cargo público pensou na sociedade e no bem estar do Paraná.

terça-feira, 3 de março de 2009

Ministro do Trabalho vem á Curitiba para falar de empregos

Tarefa das mais difíceis terá o atual Ministro do Trabalho Carlos Lupi, que vira á Curitiba na próxima semana para falar de geração de emprego, quando todos sabem que o “mar não está para peixe”, e as empresas estão demitindo trabalhadores pela violenta retração do mercado devido à crise que assola o mundo.

Não que eu queira desqualificar a presença do ministro em nossa cidade, mas quando o atual secretário municipal do trabalho anuncia que Curitiba gerou cerca de 900 empregos novos em neste inicio de ano, honestamente não existe nada a comemorar.

É justo de minha parte dizer, também, que Jorge Bernardi rema em mar revolto já que sua especialização é outra, e ainda não lhe deram os técnicos especializados de que precisa para tocar uma Secretaria de Trabalho em Curitiba, mas acho que tudo é uma questão de tempo.

Acredito até que a grande notícia que Lupi dará aos curitibanos seja a sua intenção de municipalizar as ações das secretarias do trabalho, ficando com cada prefeito a obrigação de viabilizar trabalhos, cursos de profissionalização e geração de renda aos seus munícipes, com verbas do FAT que virá de Brasília na quantidade que precisar, desde que façam projetos antecipados para a sua aplicação.

É bem verdade que a grande mídia vai cobrar do Ministro do Trabalho alguns posicionamentos seus que ainda não foram digeridos pelos sindicalistas e por que o seu partido, PDT, que tem um programa todo voltado para o trabalhador, ainda não se destacou nacionalmente neste assunto, ficando o coitado do senador Clóvis Buarque tendo que subir nas poltronas do Senado Federal para ser ouvido, sem nenhuma relação com a sua estatura.

A primeira Conferência Municipal do Emprego e Relações do Trabalho acontecerá em Curitiba dias 12 e 13 deste mês, no salão de atos do parque Bariguí, com direito à coffes breaks e almoço. O primeiro por conta da organização, o segundo não posso afirmar.

De qualquer forma o Dossiê Digital estará presente.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Curitiba. Ônibus de turismo não oferece proteção

Quem olhar de longe vai achar que é o máximo aquele ônibus verde abacate, de dois andares que a Prefeitura de Curitiba mantém para transportar turistas pela cidade.

Não se pode negar que é bonito, mas apresenta uma falha estrutural que não consigo entender como a oposição na Câmara Municipal de Curitiba (cinco ou seis vereadores no máximo) ainda não tocou neste assunto e nenhuma pessoa protestou junto da municipalidade.

É aqui que entra aquela velha máxima que “um político sem bons assessores é nada” e é capaz de passar um mandato sem um posicionamento que o destaque na cidade.

Ao tocar neste assunto estou dando uma dica que serve para um bom posicionamento na tribuna do legislativo municipal.

Este ônibus de turismo verde abacate de que falo transita pelos pontos turísticos de Curitiba, de dia, com sol ou chuva, sem nada que proteja os seus passageiros que pagam l5 pratas por cabeça para dar uma volta na cidade.

Outro dia,quando o coletivo passava pelo Jardim Botânico, o sol estava muito forte e uma senhora resolveu abrir uma sombrinha para sua proteção, mas de uma hora para outra o tempo mudou (coisa normal em Curitiba) e o vento levou a proteção daquela senhora, quase causando um acidente poucos metros adiante, pois caiu sobre o pára-brisa de um caminhão.

Não seria melhor a URBS determinar à empresa dona daquele coletivo especial que instalasse um toldo de lona retrátil, para ser usado em dias de sol ou chuva e recolhido quando o tempo permitisse, ao invés de transportar as pessoas, homens, senhoras e crianças sem nenhuma proteção contra o mau tempo?

Será que o Beto Richa sabe deste fato?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pedetistas autênticos lançam movimento de resistência

Insatisfeitos com a forma que a cúpula do PDT está negociando a presença do partido nas diferentes esferas dos governos e pela longa ausência de reuniões partidárias, o que está afastando filiados, um grupo de pedetistas autênticos percorre o país pregando o “Movimento de Resistência Leonel Brizola”.

O movimento tem como prioridade resgatar os compromissos programáticos fundamentais do PDT, delineados no artigo primeiro do seu estatuto, que destaca que o PDT é uma organização política da Nação Brasileira para a defesa dos interesses nacionais, da identidade nacional e da integridade do cidadão. É um partido popular e democrático que atua sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo.

Os “autênticos” acusam a direção nacional e, por conseguinte as direções estaduais e municipais, de atuarem em defesa de seus interesses deixando de lado os programas do partido, se afastando das lideranças trabalhistas e comungando com práticas que só beneficiam os grandes grupos e os banqueiros.

O líder do movimento que esteve em Curitiba que pediu para, por enquanto, manter seu nome fora dos noticiários, pelo menos até que tenha percorrido todos os estados, salientou que “ nos últimos tempos o pensamento único neoliberal sustentado pela grande mídia, por alguns políticos e por sucessivos governos em nosso país, procurou desmerecer e desacreditar nossas idéias, nossas propostas e nossas políticas. Pregaram a redução do papel do Estado a ponto de torna-lo mínimo, pregaram privatizações, pregaram juros altos, pregaram a desregulamentação da economia, defenderam abertura das fronteiras econômicas nacionais, foram omissos nas demissões, silenciaram nas diminuições salariais e a redução e flexibilização dos direitos trabalhistas e previdenciários, destruindo programas do partido criados para a proteção do trabalhador brasileiro”.

Segundo estas lideranças, um documento nacional será sendo redigido pelo Movimento de Resistência Leonel Brizola para que o PDT não se distancie das lutas sociais dos brasileiros e deixe de ser um partido de uma só pessoa e que seu programa seja respeitado pelos que detém as lideranças nas diferentes esferas do partido.

Este movimento também faz críticas pesadas ao atual Ministro do Trabalho Carlos Lupi que abandonou o programa do partido em troca de interesses pessoais, não tendo nomeado nenhum pedetista para a sua assessoria, o que o torna vulnerável às pressões do Palácio do Planalto.