quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Curitiba. Ônibus de turismo não oferece proteção

Quem olhar de longe vai achar que é o máximo aquele ônibus verde abacate, de dois andares que a Prefeitura de Curitiba mantém para transportar turistas pela cidade.

Não se pode negar que é bonito, mas apresenta uma falha estrutural que não consigo entender como a oposição na Câmara Municipal de Curitiba (cinco ou seis vereadores no máximo) ainda não tocou neste assunto e nenhuma pessoa protestou junto da municipalidade.

É aqui que entra aquela velha máxima que “um político sem bons assessores é nada” e é capaz de passar um mandato sem um posicionamento que o destaque na cidade.

Ao tocar neste assunto estou dando uma dica que serve para um bom posicionamento na tribuna do legislativo municipal.

Este ônibus de turismo verde abacate de que falo transita pelos pontos turísticos de Curitiba, de dia, com sol ou chuva, sem nada que proteja os seus passageiros que pagam l5 pratas por cabeça para dar uma volta na cidade.

Outro dia,quando o coletivo passava pelo Jardim Botânico, o sol estava muito forte e uma senhora resolveu abrir uma sombrinha para sua proteção, mas de uma hora para outra o tempo mudou (coisa normal em Curitiba) e o vento levou a proteção daquela senhora, quase causando um acidente poucos metros adiante, pois caiu sobre o pára-brisa de um caminhão.

Não seria melhor a URBS determinar à empresa dona daquele coletivo especial que instalasse um toldo de lona retrátil, para ser usado em dias de sol ou chuva e recolhido quando o tempo permitisse, ao invés de transportar as pessoas, homens, senhoras e crianças sem nenhuma proteção contra o mau tempo?

Será que o Beto Richa sabe deste fato?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pedetistas autênticos lançam movimento de resistência

Insatisfeitos com a forma que a cúpula do PDT está negociando a presença do partido nas diferentes esferas dos governos e pela longa ausência de reuniões partidárias, o que está afastando filiados, um grupo de pedetistas autênticos percorre o país pregando o “Movimento de Resistência Leonel Brizola”.

O movimento tem como prioridade resgatar os compromissos programáticos fundamentais do PDT, delineados no artigo primeiro do seu estatuto, que destaca que o PDT é uma organização política da Nação Brasileira para a defesa dos interesses nacionais, da identidade nacional e da integridade do cidadão. É um partido popular e democrático que atua sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo.

Os “autênticos” acusam a direção nacional e, por conseguinte as direções estaduais e municipais, de atuarem em defesa de seus interesses deixando de lado os programas do partido, se afastando das lideranças trabalhistas e comungando com práticas que só beneficiam os grandes grupos e os banqueiros.

O líder do movimento que esteve em Curitiba que pediu para, por enquanto, manter seu nome fora dos noticiários, pelo menos até que tenha percorrido todos os estados, salientou que “ nos últimos tempos o pensamento único neoliberal sustentado pela grande mídia, por alguns políticos e por sucessivos governos em nosso país, procurou desmerecer e desacreditar nossas idéias, nossas propostas e nossas políticas. Pregaram a redução do papel do Estado a ponto de torna-lo mínimo, pregaram privatizações, pregaram juros altos, pregaram a desregulamentação da economia, defenderam abertura das fronteiras econômicas nacionais, foram omissos nas demissões, silenciaram nas diminuições salariais e a redução e flexibilização dos direitos trabalhistas e previdenciários, destruindo programas do partido criados para a proteção do trabalhador brasileiro”.

Segundo estas lideranças, um documento nacional será sendo redigido pelo Movimento de Resistência Leonel Brizola para que o PDT não se distancie das lutas sociais dos brasileiros e deixe de ser um partido de uma só pessoa e que seu programa seja respeitado pelos que detém as lideranças nas diferentes esferas do partido.

Este movimento também faz críticas pesadas ao atual Ministro do Trabalho Carlos Lupi que abandonou o programa do partido em troca de interesses pessoais, não tendo nomeado nenhum pedetista para a sua assessoria, o que o torna vulnerável às pressões do Palácio do Planalto.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Eleições: Esperto, Lula está dando de comer para quem tem fome

Podem dizer o que quiserem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas em uma coisa devemos concordar: ele amadureceu politicamente e mostra-se muito ardiloso.

Embora estejamos a menos de dois anos das eleições majoritárias no país, quando elegeremos de deputado estadual a presidente da república, o único que está pensando em termos de Brasil é o próprio Lula.

Todos sabemos que as prefeitura municipais, com raras exceções, está absolutamente falidas e endividadas até o pescoço. O presidente, procurando atrair adeptos para outubro de 2010, chama os prefeitos quebrados e oferece dinheiro a fundo perdido (sim porque ninguém vai pagar este” empréstimo”) e abre o cofre, sem perguntar a cor do partido do alcaide, que só por ser recebido pelo presidente, no Palácio da Alvorada, quase faz “ pipi” nas calças.

Todos saíram de Brasília com dinheiro na mão e uma foto ao lado do Chefe da Nação, que certamente vai ser colocada em ponto estratégico da sala de cada um, não sem antes terem jantado por conta daquele famoso cartão de crédito presidencial, cuja conta nos pagamos.

Já o PSDB, principal adversário do PT ano que vem, coça a cabeça e prepara uma estratégia para fazer frente a Lula antes que a vaca vá para o brejo. Com esta o Serra, (principal adversário de Lula) não esperava e é agora que vai perder os poucos cabelos que lhe restam.

Todos sabemos que o dinheiro promove milagres. Nos torna mais bonitos, mais simpáticos e não nos faltam amigos .É dentro deste raciocínio que Lula está atraindo os quebrados prefeitos ao Palácio da Alvorada. Como ninguém faz nada de graça, lula deve estar condicionando estas ajudas com vistas a 2010.

Na próxima semana, pensando no Paraná, o Dossiê Digital (www.dossiedigital.com.br) e o Papo Digital (http://papooriginal.blogspot.com) terão inicio a uma série de entrevistas (cada uma vai durar uma semana com capitulo diferente todo o dia) para mostrar a opinião de quem entende do assunto, com o propósito de mostrar aos seus leitores, todas as hipóteses que poderão acontecer no grande pleito, para quando chegar à frente da urna, você tenha todas as informações do candidatos aos principais cargos.

Os dois primeiros já estão escalados Gustavo Fruet, Deputado Federal pelo PSDB, se quiser será Senador da República e Orlando Pessuti, Vice-Governador do Paraná e candidato natural ao cargo de sucessor de Roberto Requião, pelo PMDB, como governador.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Formandos de medicina da Positivo preparam manifesto

Embora a direção da Unicenp procure negar, a verdade é que estudantes recém formados em medicina naquela instituição, que não conseguiram registrar seus diplomas no CRM/PR, não estão nada contentes com as explicações que a direção da faculdade está dando pelo imbróglio da posição do MEC em não reconhecer aquele curso, e afirmam que vão para às ruas da cidade em protesto pelo ocorrido.

E não é para menos. Depois de um vestibular dos mais concorridos; um monte de anos pagando uma das mais altas mensalidades do país; depois de fazerem uma festa gigantesca no recebimento dos diplomas, uma renca de jovens com muitos sonhos na cabeça, não consegue registrar seus diplomas no conselho da categoria, sob a alegação que o curso de medicina da Unicenp não estava autorizado pelo Ministério da Educação.

Como é que pode acontecer um fato desta natureza, exatamente num dos mais acreditados grupos empresariais do país, cuja direção goza do mais alto conceito na sociedade?

É fácil explicar!

Os assessores do professor Ariovisto, presidente do Grupo Positivo mais os diretores da Unicenp, sempre esconderam a verdade dos fatos. São do tipo do empregado que não sabe resolver problemas que saiam do cotidiano e mentem para garantir o emprego, mesmo que este comportamento venha em prejuízo de centenas de jovens que passaram uma pilha de anos nos bancos da instituição, pagando caro para um ensino que não estava autorizado.

Sim, não vão eles, os assessores do professor Ariovisto, dizerem que nada sabiam e que foram pegos de surpresa com a atitude do MEC. Se Brasília negou reconhecimento é porque inúmeras tentativas lhes foram concedidas não foram atendidas. É de interesse de Brasília que o país tenha médicos de boa qualidade, com o se espera sejam os que estavam nos bancos da Unicenp.

Então por que o MEC não o autorizou o Curso de Medicina da Unicenp?

Certamente porque o seu quadro de professores apresentava algum senão, ou porque as disciplinas curriculares não se enquadravam com as exigências legais, ou algum outro “pepino” não foi descascado e agora azedou para os lados dos que pagaram a conta e não têm nada com as exigências do MEC não cumpridas pela Unicenp.

De qualquer forma, seja o problema que for e que tamanho tenha, o que não se esperava é, exatamente a mais sofisticada instituição de ensino do Estado, ter um dos seus cursos, senão o mais importante, não ser reconhecido pelas autoridades.

Assim, entendemos como justo o protesto anunciado pelos frustrados médicos da Unicenp, isto se a direção do grupo não abortar a idéia, já que ficará feio a moçada sair pela Boca Maldita gritando. “ Unicenp, eu quero ser médico, quero ser médico com diploma de verdade”.

Afinal, que paga tem que receber, e quem recebe, tem que entregar. Seja um boné, uma câmara de ar, ou um diploma de um curso de medicina.

Certo ou errado?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Bernardi lamenta não ter coligado com outros partidos

A última reunião realizada pelo PDT de Curitiba, a primeira depois das eleições, mostrou um presidente constrangido com seus companheiros pelas atitudes que deixou de tomar e que se tomadas garantiriam uma bancada de pelo menos cinco vereadores daquela sigla na Câmara Municipal de Curitiba.

Ao presidir a reunião ordinária da última segunda feira no Hotel Paraná Suite, o ex-vereador Jorge Bernardi, presidente do Diretório Municipal do PDT, hoje Secretário Municipal do Trabalho, gastou a maioria do tempo tentando se justificar perante a assembléia composta basicamente por ex-candidatos que ao todo fizeram quase 2 mil votos a menos que as eleições de 2004, o que deu as duras penas para eleger três vereadores, ficando ele, o próprio Jorge Bernardi e o novato Mauro Inácio na suplencia com menos de 300 votos apara o último colocado que foi Roberto Hinça.

A reunião em sí foi um desastre. Teve até o conhecido Professor(sic) Walter Cesar, autor de inúmeras façanhas pelas bandas da Cidade Industrial de Curitiba, membro do PMDB por quem foi candidato, sentado a mesa dos trabalhos e sendo chamado de Doutor. Foi uma péssima noite a de segunda feira para o ex-vereador Jorge Bernardi.

Ao longo da última campanha Bernardi teve oportunidade de coligar com o PSDB de Beto Richa e o PT da mulher do ministro do planejamento Paulo Bernardo. Várias tentativas daqueles partidos foram feitas com Bernardi, mas ele, não se sabia por que resistia, preferindo formar uma chapa completa, embora somente com dois ou três nomes de importância tirando os quatro vereadores com mandato( aqui incluímos ele também), e o resto somente para fazer número. Tudo por que, Bernardi não queria magoar seus companheiros, já que teria que eliminar a metade dos 64 candidatos para atender as exigências legais de uma coligação.

Não falou nada com ninguém, Não discutiu as propostas que recebia, não teve coragem de líder partidário que deve pensar primeiro no partido e não em coisas pequenas e aconteceu o que aconteceu. Não se reelegeu e os seus companheiros que ele não quis magoar, hoje reclamam que tudo poderia ser diferente.

A vida é assim mesmo. Cheia de surpresas. Hoje ele é Secretário Municipal do Trabalho de Beto Richa e não tem poder para nomear seus próprios assessores, tendo que se contentar com o que as outras secretarias lhe podem emprestar, nadando em mar revolto já que ali não é a sua praia.

E para piorar ainda mais, assinou um contrato de responsabilidade com cotas de produção fixadas pelo prefeito que será candidato ao Governo do Paraná daqui dois anos, quando deverá bater de frente com o senador Osmar Dias, presidente estadual do PDT, cujo sonho maior é ocupar a cadeira onde hoje senta Roberto Requião de Mello e Silva.

E quando 2010 chegar, Bernardi deverá deixar aquela pasta, já que seu partido será adversário do seu atual patrão, ficando então, politicamente falando, órfão de pai e mãe. E o pior, até lá teremos eleições para uma nova diretoria no PDT de Curitiba, quando novos nomes se apresentarão para tirar o partido de Brizola do ostracismo e do individualismo, para que ele ocupe o lugar que sempre mereceu no coração dos brasileiros, com o 12 sendo o número de sorte dos curitibanos.

Mas como tem muita água para correr debaixo desta ponte política, muita coisa poderá acontecer, para o bem ou para o mal do PDT, mas certamente vai acontecer.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Nova manobra de Requião vai morrer na praia

Conhecido pelos mais íntimos como o “Midas ao contrário”; enquanto tudo em que aquele tocava virava ouro, tudo o que este faz vira uma mer”, a mais nova tentativa de Roberto Requião de Mello e Silva, o atual ocupante do Palácio das Araucárias, sede do Governo do Paraná, contra Beto Richa, como aconteceu nas últimas eleições, vai ser um verdadeiro fracasso de mídia e de resultado.

Requião patrocina através da COMEC, Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba, órgão vinculado ao Estado, um movimento dito popular contra o aumento da tarifa do transporte coletivo no município, que saiu de R$ 1.90 para R$ 2.20, menos aos domingos que continua “Um Pila” como dizem os gaúchos.

Enquanto que Beto Richa argumenta que o aumento foi uma forma de compensação do congelamento de quatro anos e aumentos nos insumos; pneus, combustíveis, peças de reposição, depreciação etc.etc, e que ainda assim Curitiba era uma das capitais com a tarifa mais barata e com o melhor sistema de transporte coletivo, o que não deixa de ser verdade, Requião rebate afirmando que era de responsabilidade da COMEC esta decisão, e nem sequer ele foi consultado se estava ou não a favor do aumento.

Protestos, discursos, falação se ouve aos montes no centro da cidade. É uma meia dúzia de funcionários públicos, mais uns sindicalistas que de corneta na boca procurar convencer o curitibano a assinar um manifesto chamado de “ Revogação Já”, que será enviado à não sei quem, pedindo que a tarifa retorne aos R$ 1.90 de 2008.

Não tenho procuração de Beto Richa para defendê-lo nesse embrólio, mas devo ser justo e achar que Requião tenta, mais uma vez, aparecer em movimentos populares com a intenção de captar simpatia da massa trabalhadora, que se desempregada paga a passagem do bolso, mas se tiver trabalhando quem paga é o patrão, e não vai obter êxito algum por que está falando sozinho.

Seu argumento é fraco!

Já está mais que na hora do Roberto Requião contratar um especialista em marketing para cuidar da sua imagem e um outro que busque assuntos realmente contundentes, onde a figura do Chefe do Estado apareça com força e com falas menos raivosas do que está acontecendo nos dias de hoje.

Requião não é nenhum iniciante.

É dono de um dos melhores discursos que conheço.

É um general de palanque, com uma boa imagem.

Mas se perde nas divagações e cansa a platéia com o veneno que exala em suas falas. A cada dez palavras que profere pelo menos sete é contra alguém.

Está na hora dele se liberar dos “doáticos e beneditos” da vida que só lhe metem em frias, e se lembrar que é Governador do Paraná e não dos grupelhos que o cercam, e passar a ter postura digna, vestir-se como um governador, falar como um governador e respeitar a opinião dos que não concordam com ele, se é que ainda pensa em alguma coisa em 2010.

Se não....

Bem, se não vai morrer na praia, cuja água levará toda a sua história de político controvertido, sem deixar amigos que lamentem sua partida e sem deixar nada de bom que lembre a sua passagem pelo Palácio das Araucárias.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Esporte Clube Corinthians do Paraná. Será coisa de português?

Que me desculpem os patrícios de além mar, não estou querendo menosprezá-los com o título acima, mesmo por que tenho bons amigos na terra de Cabral e não seria eu a fazer este tipo de brincadeira.

Acontece que o acordo que a direção do J.Malucelli, clube de futebol da elite (?) do Paraná, cujos diretores e proprietários são conhecidos empreendedores paranaenses com muito êxito em suas atividades, firmou com o Timão para usar seu nome e o distintivo do Corinthians Paulista e desta forma disputar o Campeonato Paranaense de 2009 com o nome de Corintihans do Paraná, nos parece mais uma piada do que uma realidade.

Segundo os jornalistas esportivos do Dossiê Digital, o clube de São Paulo não só vai emprestar seu nome como alguns de seus jogadores que não estão sendo escalados e um montão de juniores que poderão jogar no paranaense.

A princípio nos parece uma tentativa mais que o J.Malucelli, que por sinal é mais uma escola de futebol do que um clube competitivo, faz para sobreviver no meio esportivo, mas o risco do clube de São Paulo, que lhe empresta o nome, é muito grande.

Já imaginaram o “corintinha do Paraná” disputando uma partida com o Atlético Paranaense ou o Coritiba, clubes que visam o Brasileirão 2009 e até competições internacionais e levar uma “sacola”, o que a imprensa vai dizer?

E a repercussão nacional que uma possível queda da filial paranaense do Corinthians para a segunda divisão paranaense teria já que os clubes do interior estão mais reforçados este ano que em anos anteriores?.

Já que os “malucellis” queriam fazer uma fusão com um time grande, por que não imitaram o Toledo que é uma filial do São Paulo, mas mantém seu nome e sua camiseta, muito embora quase todo o seu plantel seja composto de juniores do tricolor paulista?

É por estas e outras que jornalistas das grandes emissoras ficam “tirando” com os paranaenses em termos esportivos. Depois, os donos dos times daqui ficam dizendo que é discriminação da grande mídia, quando na verdade são eles que dão a chance para serem gozados nacionalmente. Agora umas perguntinhas para tira dúvidas.

Qual é a posição da Federação Paranaense de Futebol sobre esta pérola esportiva?

E se a “jogada” não der certo e o acordo entre os clubes for suspenso, tudo voltará como antes?

Os patrocinadores do “Timão de Lá” também virão para o “Timão de Cá?!

Uma última perguntinha:

O “timão” daqui também vai usar as camisas do Timão de Lá?”