quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Londrina coloca frente a frente Beto Richa e Antonio Belinati

Os assessores mais diretos do prefeito Beto Richa (especialmente Euclides Scalco, seu coordenador político), ainda estão botando na balança se não será arriscado levar o prefeito curitibano ao norte do estado, para pedir votos para Luiz Calrlos Haulli, PSDB, que foi para o segundo turno com Antonio Belinati, na disputa pela prefeitura de Londrina.

Haulli, que superou Barbosa Neto por uma centena de votos somente, é natural de Cambé, cidade da região metropolitana de Londrina e por este fato tem recebido uma certa rejeição dos londrinenses, especialmente os conservadores, que o acusam de trabalhar mais por sua cidade do que pela região, muito embora o norte tenha sido beneficiado por diversas iniciativas do deputado, com verbas para estradas e agricultura. É um bom deputado.

Enquanto isso Belinati, com todos os seus problemas e processos administrativos, ainda é amado na cidade, especialmente pelas camadas mais pobres que é aonde estão os votos e continua dando as cartas na cidade. Sua força está no Cinco Conjuntos, onde seu nome é palavra de ordem.

Para pedir votos a Haulli o prefeito Beto Richa deve aterrissar em Londrina com toda a sua assessoria de marketing nos próximos dias, para o grande teste de popularidade no interior do estado.

Uma coisa é Curitiba, que se enamorou de Beto e despachou de cara todos os seus adversários.

Outra coisa é Londrina, com problemas diferentes dos da capital, aonde os Dias têm reinado absolutos depois da morte de ex-governador José Richa.

Dizem que Beto vai usar a tática de ser filho de Londrina e herdeiro de um ex-governador amado pelos paranaenses e prefeito mais votado, proporcionalmente, no país, para pedir votos aos seu companheiro de partido.

E, para confrontá-lo, terá o carisma e a força do discurso populesco de Belinati que vai procurar mostrar que Londrina nunca precisou de Curitiba para ser a cidade pujante que é.

A briga é boa. São dois gigantes do voto.

Vamos ver para depois comentar. Apenas achamos que ainda está muito forte na memória dos curitibanos a vitória esmagadora de Beto Richa, e a derrota de um candidato com seu apoio poderá ser comprometedor para sua imagem e um entrave para as suas intenções futuras, além poder alavancar mais prestígio ao senador Osmar Dias que desta vez não terá nenhuma participação.

sábado, 11 de outubro de 2008

Médico gaúcho amputa perna errada de paciente

Um caso ocorrido em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, vai colocar a equipe médica do respeitável Hospital Ernesto Dorneles em cheque com a população gaúcha. Tudo por que, um cirurgião, cujo nome está sendo mantido em sigilo pela Polícia e pelo Conselho Regional de Medicina, daí todos serem suspeitos, amputou a perna errada do aposentado José Medeiros.

Medeiros entrou no hospital com uma diabete em estado crônico e precisa amputar a sua perna direita.

Feitos os exames preliminares, foi submetido a uma anestesia geral e quando acordou estava sem a perna esquerda que era a boa e ainda carregava a perna direita que estava comprometida.
Agora, seus familiares estão com uma ação na Justiça pedindo uma reparação pois Medeiros ainda podia desenvolver várias atividades, mesmo com uma perna só.

Estes fatos chegam a ser comuns no país. A impunidade dos médicos, mais o protecionismo da categoria, dificultará que a família de José Medeiros receba alguma coisa como reparação do erro cometido.

Enquanto isto, nossas cadeias estão lotadas de pais de família que no desespero da falta de alimento para seus filhos, acabam roubando um litro de leite ou dois quilos de feijão.

Não que uma coisa justifique a outra, apenas faço o comparativo para mostrar o quanto nosso sistema é injusto e cruel.

No caso do Rio Grande do Sul, o médico encontra-se protegido pela direção do hospital que mantém seu nome em sigilo, segundo sua assessoria para evitar alguma agressão por parte dos familiares da vítima.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Acreditem, o eleitor não foi exigente demais

Passado o impacto do resultado das eleições e com a poeira baixando aos poucos, os candidatos que ficaram de fora começam a fazer as contas e procuram um culpado para suas derrotas.

Em futebol quando acontece uma derrota inesperada, a diretoria perdedora, ao invés de reconhecer os méritos do adversário, joga a culpa no técnico que vivia pedindo "reforços" e não foi atendido, e o demite como o único culpado.

Entretanto, na política, antes de arranjar um "Cristo", é bom uma reflexão mais profunda sem paixão, e analisar em quem e onde o candidato gastou mais fichas para chegar ao custo de cada voto conquistado, terminando por aceitar o resultado.

Ainda assim é bom lembrar que houve um amadurecimento do eleitor em todo o país, e tivemos também o aparecimento de novas lideranças sem experiência política, mas de relativo sucesso em suas atividades, o que lhe servia de referência ao colocar seu nome para julgamento popular.

É bom lembrar também, que desta vez o eleitor decidiu limpar a losa, mandando para a casa os que estavam muitos anos no poder.

Não que estes nomes não tivessem uma boa folha de serviços prestadas à sociedade, mas simplesmente por estarem muito tempo no poder, o que no pensamento do eleitor, devem dar lugar para os novos nomes.

E assim foi feito: uma verdadeira varredura foi feitas nas prefeituras e câmaras de vereadores do país e uma nova etapa na vida dos brasileiros começa a ser projetada pelos novos eleitos.

Aqueles nomes experientes que deixaram os parlamentos, deverão compor os quadros dos executivos municipáis e em muito contribuirão nos seus segmentos, pois se conhecimentos não tivessem, não teriam ficado tantos anos no legislativo da sua cidade.

E então sim, estará sendo feita justiça pelo eleitor que não votou mais naquele nome que o acompanhou por tantos anos, mas quer tê-lo no comando da sua cidade para colocar na prática os seus projetos de uma melhor qualidade de vida para todos.

É dentro deste raciocínio, que acreditamos que o eleitor não foi exigente demais.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Chegou a hora, de Beto Richa comemorar

E chegamos ao final, desta campanha, sem que tenhamos registrado nenhum fato que mesmo por um dia, tenha ameaçado Beto Richa na sua proposta de reeleição.

A bem da verdade ficaram registrados dois factóides, programados com fins bem claros.

Primeiro: O ex-reitor Moreira , (PMDB) que na UFPR já não andava bem das pernas, com o agravante de também não ser muito digestiva a sua atuação como diretor do HC de Curitiba, foi usado e abusado por Requião e Doático Santos, (presidente municipal do PMDB) como um simples instrumento para que o partido não ficasse sem um candidato nestas eleições. Tanto Requião quanto Doático, que de bobo só tem o trote, sabiam da fragilidade de Moreira, mas como alguém tinha que ir para o sacrifício para tentar ao menos um, ou quem sabe dois vereadores, Moreira que é mais vaidoso do que mulher de terceira idade em sexta dançante da Sociedade Universal, caiu como um patinho na lagoa e fez o que todos viram nesta campanha: Nada vezes nada , pois como não tinha proposta alguma era manobrado pela cúpula do partido e agora sem a cadeira de reitor da UFPR ele vai carregar a culpa do fiásco do PMDB.

Para recompensá-lo do sacrifício certamente Requião vai colocá-lo em alguma secretaria, numa diretoria aonde seu nome não signifique nada.

Segundo: O Lauro Rodrigues, (PtdoB que gosta de chamar de PT do Bem), foi o hilário da campanha, chegando a dar pena dos telespectadores por sua incompetência e despreparo.

Estava mais do que claro que dirigido por seu pai, Horácio Rodrigues, estava nesta campanha mais para servir de " moeda de troca" do que para outra coisa. Seu cartão verde só não era indicado para pagar entrada nos banheiros públicos das praças de Curitiba, pois para o resto ele era indicado.

Um desastre total, conseguindo ser pior que os representantes do PV, do PTB, do PCdoB e do PSOL, que engravatados, mais pareciam candidatos a serviço temporário em época de Natal, cada qual com sua gracinha pessoal. Ou era catraca ou era" somos a favor da vida mas defendemos o direito ao aborto".

Voltando ao Lauro.

Podem escrever em algum lugar e guardar para me cobrarem depois: no espaço de 30 dias depois das eleições, ele será agraciado com um cargo na prefeitura por ter ficado o maior tempo criticando a Gleisi, principal desafeto de Beto Richa.

A candidata do PT Gleisi Hoffmann cumpriu o seu papel. Foi até onde podia e falou tudo o que podia e sabia sobre Curitiba. Ao final jogou a toalha e ficou elogiando os programas do Governo Federal para encher o tempo, pois sair da telinha que era tudo o que queria, não podia por determinação do partido.

Seu coordenador André Passos perdeu duas vezes: Abriu mão do seu cargo para atuar na campanha e perde a disputa com Beto Richa mesmo tendo o seu partido no comando do país.

E Beto?

Bem Beto teve a eleição mais fácil da sua vida, pois se não é perfeito, teve facilitado o seu discurso pela fragilidade dos adversários.

Boa Sorte Beto Richa! Até 2010 quando voltaremos falar de eleições.

Eu, bem eu vou dar uma escapadinha e volto na segunda feira.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Esta notícia interessa as grávidas do Brasil

Tem coisas que os "companheiros" ficam imaginando só promover Lula mas como não é o presidente quem vai pagar, tasca a responsabilidade no coitado do pequeno empresário, hoje o que mais oferece empregos neste país, e ele que se dane. Se não pagar os absurdos impostos que lhe jogam na cabeça, vai para a Dívida Ativa e depois ou paga com juros e correção monetária ou corre o risco de perder a geladeira, a cama , a televisão e até a casa aonde mora.

Esta era a intenção do Palácio do Planalto ao tentar instituir a licença-maternidade de seis meses, que hoje é de quatro e os candidatos de hoje anunciam como obra do PT, mas que sua entrada em vigor era somente para 2010.

Só que tinha um pequeno problema: as empregadas de micros e pequenas empresas, inscritas no Simples, que são a maioria neste brasilsão, não se beneficiariam da medida, que na verdade era destinada às mulheres que trabalhassem em empresas de médio e grande porte. exatamente as que não precisam deste benefício.

Agora, os deputados e senadores prevendo os danos que a aprovação de uma lei deste tipo causaria em suas bases eleitorais, anunciaram que vetarão a iniciativa do Planalto.

Deram um tiro no pé de Lula, que anunciou aos quatro ventos que as grávidas do Brasil poderiam ficar meio ano em casa, só na boa, e agora terão que rever a proposta: ou extendem a medida às grávidas empregadas em todas as empresas, independente do seu tamanho (das empresas), ou esquecem a infeliz e discricionária idéia, já que estamos em ano eleitoral e daqui a dois anos Lula será julgado pelas urnas.

E seja Dilma, Ciro ou quem for o seu indicado, vai ouvir poucas e boas das mulheres sobre isto. Principalmente lá na terrinha do Padre Cícero, onde fazer filho é mais fácil do que colher castanha de caju ou tirar caranguejo da lama.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Eleições: se a oposição fosse inteligente jogava a toalha

No texto que publiquei dia 30 de agosto, eu já chamava a atenção dos curitibanos que a oposição estava unida contra Beto Richa, em favor da candidata do PT. Aliás, uma coisa esperada pois nenhum deles reunia qualquer condição de se aproximar do atual prefeito que busca a reeleição, pela falta de argumentos e propostas que levassem os eleitores a declinar por seus nomes nas pesquisas.
Um apoio a Gleisi poderia ser simpático ao presidente Lula... Resultado: ninguém chegava a mais de 5 por cento, com exceção da candidata do PT que chegou a ter 16 pontos.

Agora, o que esse vê é a confirmação das minhas previsões.

Sem o que falar (até já falaram demais), a oposição a Beto Richa pede, abertamente, para que o eleitor vote para ter segundo turno, com o argumento de que com tempo igual na televisão um debate entre Beto e Gleisi seria mais democrático.

Chega a ser irônico para não dizer outra coisa, pois se a Gleisi está aonde está é por seus próprios defeitos e por suas fantasiosas propostas, que não convenceu Curitiba.

Temos visto que ao longo da história quando um candidato não tem mais condições de superar seu adversário, tendo alcançado índices que ao invés de crescer diminuem, o melhor a fazer é reconhecer a derrota e jogar a toalha no tablado, saindo da disputa de forma elegante, para não ferir mais a sensibilidade de seus seguidores que até alí acreditavam em vitória.

Assim, ganha o partido que não gasta mais dinheiro, ganha o candidato que mostra equilíbrio emocional e senso democrático e ganham os seus eleitores que poderão argumentar que “na próxima será a nossa vez”.

Curitiba já mostrou que não gosta do PT. Já gostou do PMDB, do PDT e hoje está enamorada do PSDB de Beto Richa.

Se fosse outro nome que não o atual prefeito, provavelmente a situação não fosse a mesma que a atual. Hoje, Beto representa a renovação, tem jeito de bom menino, não agride ninguém, está fazendo um trabalho razoável e é herdeiro de José Richa, cujo nome é uma legenda no Paraná. Por todos estes motivos é mais do que justo a sua posição nas pesquisas.

Os outros?

Bem, os outros que joguem a toalha no tablado pois já foram longe demais.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Celular e máquina fotográfica serão proibidos

Está aí uma boa medida que ninguém havia pensado antes.

Telefone celular e máquina fotográfica de qualquer espécie, estarão proibidos nos recintos de votação em todo o território nacional, segundo uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que deverá ser respeitada por todos os tribunais regionais, acredita-se só no ao próximo pega eleitoral.

Tudo isto para evitar a compra e venda de votos, atos de corrupção por parte do eleitor e do candidato e garantir a privacidade do eleitor na “hora H”.

Sabemos que o brasileiro sempre dá um jeitinho de burlar a lei, coisa, aliás, que ele sente um prazer danado.

Gustavo Fruet, deputado federal pelo PR e homem dado às boas notícias, disse a este jornalista que a tecnologia criou o voto de cabresto moderno com a ajuda do telefone celular.

É de sua autoria um projeto de lei tramitando na Câmara Federal que proíbe o porte de equipamentos de imagem não apenas nas eleições para cargos executivos e legislativos, mas também nas convenções partidárias e eleições de colegiados nos legislativos.

Esta iniciativa de Fruet passa com méritos naquela Casa de Leis e será sancionada por Lula.
Entretanto eu acredito que a maior dificuldade que Fruet vai encontrar para que seu projeto ganho corpo e apresente resultados, será a fiscalização.

Não é 51, mas é uma boa idéia.

Como se sabe, no Brasil celular é como celulite, qualquer bun.....ão tem.