sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Você que acreditava que Sarney fosse punido? Eu também!

Na verdade, bem lá no fundo do meu coração de brasileiro, estava certo que o presidente do Senado Federal, José Sarney levasse uma surra de chicote do Conselho de Ética, se não pelos atos praticados, ao menos para dar exemplo aos brasileiros, já que a peraltice de Sarney forçou a barra.

Foi aí que eu me enganei e me penitencio perante meus leitores aos quais peço desculpas. Tinha esquecido que em Brasília tudo pode acontecer, pois lá existe uma coisa chamada igualdade e fraternidade. Uma espécie de confraria aonde todos são iguais, até na sacanagem.

Deu no que tinha que dar. O homem foi inocentado, embora todas as provas e as mentiras deslavadas que disse, e a estas horas deve estar assinado tantas folhas de cheques quantos eram os senadores do Conselho de Ética, com um especial para o relator que foi de uma fidelidade canina.

A estas alturas todos devem estar empanturrados de tantas pizzas que assaram e certamente vão aproveitar o final de semana para tomar sol em uma praia qualquer do Maranhão, daquelas de propriedade dos Sarneys. Sim, porque lá tudo lhes pertence. Até a honra dos maranhenses eles compram.

Deste triste episódio tiramos uma lição. A vida tudo o que é demais enche o saco e satura, e colocar o Sarney na presidência do Senado, é só recebendo muito em troca, não é Renan Calheiros?

Agora, ao menos nós do Paraná, devemos tirar o chapéu para o senador Álvaro Dias, PSDB, que desde o inicio se portou com bravura, enfrentando aquela caterva. Sua experiência já antecipava o final desta novela, que era nada com nada.

Em 2010 teremos eleições para todos os níveis e certamente lá estará o Senador José Sarney usando a televisão e dizendo que precisamos de homens honrados e destemidos, como ele, para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.

Os maranhenses inocentes vão às urnas e votarão nele em troca de uma cesta básica ou de um emprego para um namorado de alguma conhecida, ou porque um dia ele Sarney, poderá ser padrinho de casamento de alguém na família.

sábado, 1 de agosto de 2009

Quem faz estragos no país, a gripe suína ou o Sarney?

Esta é uma pergunta difícil de responder, mas está na boca do povo, afinal, os dois estão tirando o sono dos brasileiros.

Enquanto os efeitos da gripe suína que está atacando indiscriminadamente nos quatro cantos do país, mas pode ser combatida com repouso, janelas abertas e nada de aglomeração nos clubes, nas escolas e muito menos nos cinemas que são locais fechados, o senador José Sarney e Cia. não é fácil de derrubar e até conta com políticos assemelhados que o defendem, achando que naquele poder tudo isto é normal.

Afinal, o que é dar uma ajudazinha a familiares, quando temos gente em Brasília que até castelos constrói com dinheiro público, mas é defendido por seus pares?

A diferença da gripe suína para o caso Sarney é que ela pode ter solução enquanto que ele, além de frustrar muita gente ainda vem mostrar com seus atos que naquela Casa de Leis quem pode mais chora menos e só vence na vida quem for amigo do rei, ou melhor do senador.

Tanto é verdade que o ex-presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, que por sinal saiu do cargo por denúncias das mais ridículas, agora vem a público dizer que se tirarem Sarney da presidência ele (quem diria?), vai iniciar uma guerra de denúncias contra o DEM , PT, PDT e todos os petês que existirem, pois naquela casa todos são iguais.

Vai ser uma guerra de merda para todos os lados.

A tudo isso assiste de sua cadeira de Senador, certamente dando grandes gargalhadas, o ex-presidente Collor de Mello, que só vai esperar que todos se matem para usar da palavra e dizer:

“O mundo é redondo que ninguém deve pisar no outro quando estiver subindo, pois poderá encontrá-lo na volta quando estiver descendo na vida”.

domingo, 26 de julho de 2009

Para Lula, negociatas de Sarney é café pequeno.Pode?

Claro que pode!

Afinal, ele é o presidente do Brasil e pode agir do modo que bem entender e dizer as barbaridades que diz que sempre vai encontrar alguém que lhe dará razão. Especialmente se este alguém for do nordeste e beneficiário da bolsa miséria que ele distribui em vez de dar emprego a esta gente.

Falando sobre os escândalos que envolvem o Presidente do Senado e sua família, Lula procurou minimizar os fatos dizendo que antes era preciso medir o tamanho do crime, como se um homem com o cargo de José Sarney, ex-presidente da república, pudesse cometer qualquer crime.

É bom os assessores do presidente orientá-lo a falar de improviso, ou pelo menos lhe dizer que perante a lei não importa o tamanho do crime, mas sim o crime praticado.

Se alguém entrar num banco e roubar dez reais, diante do Código Penal estará praticando o mesmo crime que alguém que roubou um milhão de reais.

O fato fica mais grave quando um homem que ocupa a presidência do Senado Federal é acusado, com fartura de provas documentais, de fatos condenados pela sociedade, encontrar na pessoa do presidente da república o seu maior defensor, quando, no mínimo, Lula devia lavar as mãos e deixar a sociedade julgar o caso, já que o PMDB é o seu maior aliado.

Mas não, Lula pegou o microfone muito brado e desceu a lenha na imprensa como se nós fossemos os culpados dos desmandos do Sarney.

Vou deixar um recadinho ao presidente. Aquele tradicional que fala assim: “diga-me com quem andas que te direi que és”.

Deu para entender presidente?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Curitiba: Vice-prefeito prepara terreno

Como dizia meu velho pai, é com o andar da carruagem que a carga se ajeita.

Os fatos políticos que acontecem em Curitiba nos mostram que os interessados na eleição para o Governo do Paraná vão, aos poucos, mostrando seus reais interesses já que esconder não dá mais.
Todos sabemos que se Beto Richa é eleito governador assume a prefeitura de Curitiba o atual vice, Luciano Ducci, PSB, e quando ele sentar na cadeira de Beto,vai ganhar notoriedade, e naturalmente nascerá uma nova liderança na Cidade.

Como para Beto Richa disputar a eleição ao Palácio das Araucárias terá que deixar o cargo de prefeito, seu vice já começa a manter contatos pelos quatro cantos da cidade, com vistas a fortalecer seu nome e, pelo menos, torná-lo mais simpático, já que ele não tem o carisma do Beto e até os dias de hoje ainda não aprendeu a vender sua imagem (pode ser coisa de assessoria), até porque, ele carrega na teste a imagem de vice e anda a um passo atrás do seu chefe maior.

É incrível como a política apresenta nuances que exigem dos candidatos a um cargo público que reformem seus hábitos e se ajustem à realidade do momento, deixando que seus assessores (desde que preparados) indiquem os caminhos a seguir para saber separar oportunistas de profissionais para não dar vexame.

No caso de Luciano Ducci, independente dele estar fazendo média com a mídia, particularmente com os jornais de bairro, o que mais ele deverá fazer é torcer pelo sucesso do Beto Richa já que ele será a bola da vez no Palácio 29 de Março, ao menos até outubro de 2012, quando deverá estar preparado para enfrentar as urnas de forma direta, já que novas lideranças estão sendo preparadas para o confronto.

Hoje, a única coisa que Luciano Ducci sabe falar é sobre a Mãe Curitibana, programa que deu certo em Curitiba, mas que não é de sua autoria, pois faz parte de um grande projeto da Organização Mundial da Saúde, e ele apenas adaptou a idéia para Curitiba, com sucesso, diga-se de passagem.

De resto, não conheço nenhum programa que o credencie a ser prefeito em Curitiba, a não ser o direito constitucional de substituir o atual titular do cargo.

Então, deu para entender a necessidade de sua peregrinação pelas regionais e os contatos que programa ter com a mídia?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Deputado quer ações concentradas pela reabertura do Hospital do Carmo

Faz muito tempo que tratei deste assunto neste Blog e na oportunidade dei minha opinião de que, independente dos motivos que levaram à paralisação das atividades do Hospital do Carmo, a sua reabertura, até mesmo por uma questão de saúde pública, deveria ser tratada no terreno da diplomacia, da boa política, da economia porque não, e do bom censo, pois para uma cidade que se anuncia como referência nacional, ter um hospital fechado numa região altamente populacional é, até para os mais leigos, algo muito estranho e suspeito.

Curitiba tem os hospitais das Clínicas que atende inclusive doentes do interior e outros estados; o Hospital do Trabalhador, o Hospital Evangélico e o Hospital do Cajurú.

O último mantido pela PUC e o penúltimo pelos evangélicos, com recursos provenientes dos cofres públicos, e por mais que tentem não conseguem atender, ao menos satisfatoriamente, as necessidades de Curitiba, o que provoca as enormes filas de espera em suas portarias. Enquanto isso, o Hospital do Carmo está com suas portas fechadas e seus equipamentos encaixotados.

Todos nós sabemos da deficiência no atendimento médico de internamento, especialmente para adultos em Curitiba, mas todos nós sabemos também que os órgãos oficiais investem altas somas nos hospitais Evangélico e Cajuru, para pagamento dos atendimentos que fazem via SUS, e por que não discutir o problema do Hospital do Carmo e reabri-lo, não só para desafogar os quatro hospitais existentes, mas também para atender a população do Boqueirão, Alto Boqueirão e entorno, que deve girar em cerca de 300 mil habitantes, se não for mais.

Hoje, sabemos que o médico Niasy Ramos Filho, que é o diretor proprietário do Hospital do Carmo, recebeu a simpatia do deputado estadual Fernando Scanavaca (PDT), que já marcou uma reunião com as partes envolvidas, visando levantar a realidade dos fatos, avaliar procedimentos futuros, com o firme propósito de reabrir aquela casa hospitalar, para que a população daquela região, e entorno, não mais precise se deslocar grandes distâncias para uma consulta médica.

Sabe-se, por terceiros, que fatos políticos-econômicos, misturados com um pouco de egoísmo e falta de sensibilidade, é que levaram ao fechamento do Hospital do Carmo e não falhas de atendimento ou de administração, até por que, o seu diretor, além de professor da UFPR, foi um dos melhores diretores que o Hospital das Clínicas já teve, e é um profissional altamente respeitado pela sociedade.
Assim, entendemos que a proposta do deputado Fernando Scanavaca estará amparada por boas razões e por movimentos populares que certamente surgirão para lhe dar suporte nas negociações que terá com as autoridades da Saúde.

terça-feira, 14 de julho de 2009

CPI da Petrobrás é como mulher feia e gorda. Ninguém quer

Quando o senador Álvaro Dias começou a história de pedir a abertura de uma CPI para apurar denuncias de irregularidades na Petrobrás, eu disse a ele ( num encontro informal) que aquela CPI para mim, era como mulher gorda e feita(sim porque existem gordinhas bonitas), ninguém teria vontade de ver.

E não é que aquela similidade se tornou real.

Os senadores da base de apoio do Governo Lula, mais alguns que certamente fazem umas visitinhas ao Palácio do Planalto às escurinhas, saíram de seus gabinetes desesperados e começaram a aliciar simpatizante do não, para inviabilizar a formação daquela comissão parlamentar de inquérito, pois aquela estatal, que derrama milhões de reais em patrocínios dos mais esdrúxulos, era intocável e em caso de uma investigação poderiam ver em óbito a galinha dos ovos de ouro de muita gente.

Mas o que tem de errado na Petrobrás que os brasileiros não podem saber?

O que fizeram de errados seus diretores que agora estão com os cabelos em pé?

Álvaro Dias que para bobo não tem nem o caminhar, sabendo que uma CPI naquela estatal botaria fogo no Brasil, saiu na frente dos seus pares e virou manchete nos principais meios de comunicações do país, o que em ano pré-eleitoral é ter seu nome projetado nas pesquisas visando a sucessão de Roberto Requião no Governo do Paraná.

O senador paranaense sabe que independente de quem será o presidente e o relator daquela CPI, o seu resultado será o mesmo do mensalão, será o mesmo que os brasileiros vão saber do caso Sarney e outros tantos que não deram em nada, muito pelo contrário.

Como ele é um legislador, está fazendo a sua parte. Se os demais senadores forem anestesiados pelo canto da sereia que habita no lago do Palácio do Planalto, é coisa da consciência deles.

Agora, deixando de lado a CPI da Petrobrás.Uma mulher gorda e feia pode enfrentar um regime, fazer uma cirurgia plástica e trocar de emprego e cidade. Arruma novos amigos e seu nome que era Aparecida, troca para Cidinha.e pode até casar.

Enquanto isso, a CPI da Petrobrás, sempre será um calo no calcanhar do Lula, e não tem podólogo que dê jeito: enquanto ele for vivo vai doer...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pra Frente Brasil. Mas que Brasil?

Curiosidades de um país de loucos

Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata!
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados. Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado , com mestrado, doutorado e prestígio internacional.

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

Precisamos urgentemente de um choque de moralidade, nos três poderes da República, estados e municípios, acabando com os oportunismos e cabides de emprego.

Os resultados não justificam o atual número de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores.

Temos que dar fim a esses "currais" eleitorais, que transformaram o Brasil numa oligarquia sem escrúpulos, onde os negócios públicos são geridos pela “brasiliense cosa nostra” o país do futuro jamais chegará a ele sem que haja responsabilidade social e com os gastos públicos.

Já perdemos a capacidade de nos indignarmos. Porém, o pior é aceitarmos essas coisas, como se tivesse que ser assim mesmo, ou que nada tem mais jeito.

Vale a pena tentar.

Participe deste ato de repulsa. Repasse, não seja omisso. Na época do Collor a imprensa se movimentou e deu no que deu, hoje a imprensa é refém do governo, pois está pendurada em dívidas de impostos e não pode repetir a dose.