Curitiba tem os hospitais das Clínicas que atende inclusive doentes do interior e outros estados; o Hospital do Trabalhador, o Hospital Evangélico e o Hospital do Cajurú.
O último mantido pela PUC e o penúltimo pelos evangélicos, com recursos provenientes dos cofres públicos, e por mais que tentem não conseguem atender, ao menos satisfatoriamente, as necessidades de Curitiba, o que provoca as enormes filas de espera em suas portarias. Enquanto isso, o Hospital do Carmo está com suas portas fechadas e seus equipamentos encaixotados.
Todos nós sabemos da deficiência no atendimento médico de internamento, especialmente para adultos em Curitiba, mas todos nós sabemos também que os órgãos oficiais investem altas somas nos hospitais Evangélico e Cajuru, para pagamento dos atendimentos que fazem via SUS, e por que não discutir o problema do Hospital do Carmo e reabri-lo, não só para desafogar os quatro hospitais existentes, mas também para atender a população do Boqueirão, Alto Boqueirão e entorno, que deve girar em cerca de 300 mil habitantes, se não for mais.
Hoje, sabemos que o médico Niasy Ramos Filho, que é o diretor proprietário do Hospital do Carmo, recebeu a simpatia do deputado estadual Fernando Scanavaca (PDT), que já marcou uma reunião com as partes envolvidas, visando levantar a realidade dos fatos, avaliar procedimentos futuros, com o firme propósito de reabrir aquela casa hospitalar, para que a população daquela região, e entorno, não mais precise se deslocar grandes distâncias para uma consulta médica.
Sabe-se, por terceiros, que fatos políticos-econômicos, misturados com um pouco de egoísmo e falta de sensibilidade, é que levaram ao fechamento do Hospital do Carmo e não falhas de atendimento ou de administração, até por que, o seu diretor, além de professor da UFPR, foi um dos melhores diretores que o Hospital das Clínicas já teve, e é um profissional altamente respeitado pela sociedade.
Assim, entendemos que a proposta do deputado Fernando Scanavaca estará amparada por boas razões e por movimentos populares que certamente surgirão para lhe dar suporte nas negociações que terá com as autoridades da Saúde.