segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

URBS tem que avisar quando vai aumentar a tarifa

Está na lei, a URBS, empresa gerenciadora do sistema de transporte de Curitiba tem o dever de avisar a comunidade, em especial os empresários privados que bancam o transporte de seus funcionários, com pelo menos 10 dias de antecedência, quando e em quanto vai aumentar a tarifa do coletivo.

A comunidade em geral não sabe, mas existe um Conselho Municipal dos Transportes e uma comissão permanente na Câmara Municipal de Curitiba, a de Serviços Públicos, que deveriam discutir o assunto exaustivamente antes de uma nova tarifa entrar em vigor.

Para não dizer que é uma questão de respeito para com o cidadão a URBS, por uma questão de transparência, deveria anunciar antecipadamente a nova tarifa para que os empregadores possam reajustar seus caixas de forma a conseguir recursos para fornecer o vale transporte, mas não, usando a “força do poder”, na base de” quem tem poder manda e quem não tem obedece”, a URBS ignora a Câmara Municipal e passa para R$ 2.20 a tarifa convencional nos dias úteis, sem comunicar a ninguém.

O Conselho Municipal dos Transportes, com seus integrantes certamente em férias, deve ter dado carta branca para a URBS e tirado o corpo fora da briga, esquecendo que para o povo, a galera como gosta de falar o apresentador Faustão, é a cara de Beto Richa que fica exposta em qualquer iniciativa que o serviço público municipal tomar, fato que a oposição na Câmara de Vereadores faz eco.

Não coloco em discussão se a tarifa em Curitiba é ou não justa, até acho que é, o que está em jogo é o direito dos empresários saberem com antecedência, como manda a lei, para que possam alimentar os cartões dos seus funcionários, sem prejudicar seus caixas, já que eles estão vindo de despesas inevitáveis com o décimo terceiro salário, férias coletivas, etc. etc., como não bastasse a necessidade de proteger a imagem de Beto Richa que já começa a contar os dias que faltam para chegar outubro de 2010.

Ou será que estou enganado?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Com tanta munição o PSDB vai abrir mão do Paraná?

Nunca em tempo algum o Paraná teve, de uma só vez, um senador e um deputado federal, e do mesmo partido, apontados pelos jornalistas que cobrem o legislativo federal, como os melhores parlamentares do país.

E para azar de alguns, num momento em que Curitiba se destaca no país com uma das mais expressivas votações para prefeito já registrada no período pós-regime militar, com o prefeito, do mesmo partido do deputado federal e senador selecionados, o que deixa claro para quem quiser ver, que estamos vivendo novos tempos e que devemos abrir caminho para as novas lideranças que estão surgindo, se é que queremos uma administração moderna, sem ranços.

Gustavo Fruet, Deputado Federal pelo PSDB, e Álvaro Dias, Senador da República pelo mesmo partido, encontram sérias dificuldades para atender os muitos convites que recebem para palestras nos quatro cantos do país.

Quem conhece Álvaro Dias sabe que esta indicação da imprensa nacional não é novidade, pois sua carreira política e sua coragem como legislador sempre o colocaram entre os melhores senadores do país.

Já Gustavo Fruet, com uma carreira meteórica, herdou do pai ex-deputado federal Maurício Fruet, de saudosa memória, a incrível facilidade de fazer amigos. Os que acompanham a política no Paraná devem estar lembrados como Gustavo Fruet saiu da Câmara Municipal de Curitiba para a Câmara Federal.

Naquela época, pouco mais que um adolescente, Gustavo já demonstrava que se lhe dessem uma oportunidade ele iria provar que sim, era possível fazer política e honradez caminharem juntas.
Quis o destino que para termos Gustavo Fruet na Câmara Federal perdemos seu pai, de quem tive a honra de ser incluído no rol de seus amigos, mas como nada acontece neste mundo que não seja desejo de Deus, a sociedade se conformou com a morte de Maurício e transformou seu filho Gustavo Fruet no Deputado Federal do Paraná.

Agora eu pergunto: Com Beto Richa, Álvaro Dias e Gustavo Fruet os melhores do país em seus quadros alguém pode imaginar que o PSDB não dispute as eleições de 2010 para o Governo do Paraná?

Como perguntar não ofende, eu gostaria de saber como o PSDB fará para escolher em meio a tantos valores, um para ocupar o Palácio das Araucárias.

Quem viver verá!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Jorge Assume Secretaria do Trabalho com verba de Manasses

Está mais que provado que Deus escreve certo por linhas tortas, as vezes estamos diante de um problema sem nenhum importância, fácil de resolver, mas por falta de iniciativa vamos a Deus em busca de ajuda. Ele que não é nenhum iniciante na matéria resolve indicar caminhos mais difíceis do que aquele que tínhamos nas mãos, só para mostrar que se queremos alguma coisa temos que sair a luta e não ficar esperando que a solução caia do céu.

Foi mais ou menos isto que aconteceu com o ex-vereador Manasses Oliveira, sem partido por iniciativa própria, que deixando de lado inúmeras instituições beneficentes que precisam de recursos, usando a LDO de Curitiba destinou mais de 200 mil para a Secretaria Municipal do Trabalho, na esperança de ser indicado para o cargo pelo prefeito Beto Richa, quando então, poderia dispor daquele recurso como bem lhe aprouvesse.

Beto, que de inocente só tem o andar, sabendo das segundas intenções do Robin Hodd das araucárias, chamou o professor universitário, advogado, jornalista, pró-graduado em gestão pública, com cinco mandatos de vereador, autor de vários livros sobre desenvolvimento urbano, Jorge Luiz Bernardi para o cargo.

Jorge, que já se preparava para cuidar da sua vida de mestre e advogado até 2010, quando deverá assumir por alguns meses o Senado Federal já que é suplente de Osmar Dias que sairá candidato ao Governo do Estado, ganha de presente os mais de 200 mil destinados por Manasses, verba mais que suficiente para dar arrancada nas suas atividades na Secretaria do Trabalho, até que a mecânica da sua pasta comece a receber recursos do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Se eu tivesse o privilégio de falar com Deus, entre muitos agradecimentos que faria por tudo o que ele já me deu, eu lhe dava um abraço todo especial pelas lições de vida que ele nos dá, nas pequenas coisas da vida.Não sei não, mas até acho que Deus é brasileiro, gaúcho e gremista, tal é o seu potencial.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Haully X Barbosa Neto: Em que palanque estará Osmar Dias?

Como dizia o saudoso Ulisses Guimarães, em política não tem sim nem não; um bom político tem que ser polivalente e o adversário de hoje pode ser o correligionário de amanhã.

Muito provavelmente o senador Osmar Dias, convenhamos não acreditando muito em Barbosa Neto, deputado federal do seu partido, raciocinando naquela linha de Ulisses, foi a Londrina e subiu no palanque do candidato Luiz Carlos Haully, PSDB, ao lado de Beto Richa e José Serra, este governador de São Paulo, mais com os olhos voltados para 2010, quando espera alguma coisa do PSDB, mesmo que o preço a ser pago no futuro, caso alguma coisa saísse errada, fosse ter que dar muitas explicações aos paranaenses.

Mas como Deus escreve certo por linhas tortas, já dizia meu velho pai de saudosa memória, o destino pregou uma peça no senador pedetista que ele não esperava, cujo nó ele terá que desatar com suas próprias mãos.

No inicio de 2009, por decisão da Suprema Corte da Justiça Eleitoral, a cidade de Londrina vai realizar mais um turno para decidir entre Luiz Carlos Haully(PSDB) e Barbosa Neto (PDT), quem governará a cidade nos próximos quatro anos.

Confesso que não gostaria de estar na pele do senador Osmar Dias, presidente do PDT no Paraná, por quem nutro grande simpatia.

Ou ele aborta o apoio que deu a Haully e fica com o candidato do seu partido, que terá o apoio de Antonio Belinati neste terceiro turno, o que seria politicamente correto; ou mantém a postura que teve nos outros embates e apóia novamente Luiz Carlos Haully e entrega para Deus o que virá depois, o que seria incorreto politicamente, além de ser um “baita”ato de infidelidade.

Neste instante, forças ocultas e poderosas de Curitiba preparam um forte esquema de apoio a Barbosa Neto e, segundo informações confidenciais, uma grande casa alugada especialmente para abrigar a caravana curitibana, já está sendo montada para “tomar Londrina de assalto” e fazer da vitória de Barbosa Neto a mais estrondosa que a cidade já assistiu.

Vamos ver o que acontecerá daqui para frente.

Agora, que é um verdadeiro enrosco para Osmar Dias não tenho nenhuma dúvida.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Manassés: um Robin Hood na contra mão

A cada dia que passa mais “ pérolas” surgem do meio político. Quando não é alguém querendo determinar carga horária para animais de tração usados pelos carrinheiros, é outro dizendo que reunindo meia dúzia de cabeças de bagres estrangeiros num auditório, vai mudar a política financeira do mundo e a crise que leva de roldão até os poderosos terá um final feliz pois aqui no Paraná as soluções serão apresentadas e vai mudar o comportamento das regras nas bolsas de valores dos países mais ricos.

Agora, lemos nos jornais que o vereador sem partido Manassés Oliveira, deixando de lado as inúmeras instituições filantrópicas e associações comunitárias que estão às minguas em Curitiba, apresentou uma emenda ao Orçamento de 2009 de Curitiba, no valor de 205 mil reais, para quem?

Para a Secretaria Municipal do Emprego e Relações do Trabalho de Curitiba da qual já foi titular e passou como um tufão do tipo “ catarina”; isto é: nada fez por que nada saia fazer.

Aos que não sabem, e neste grupo incluo o próprio Robin Hood curitibano, informo por ter conhecimento de causa, que uma Secretaria do Trabalho, seja estadual ou municipal, tem seus programas mantidos com verbas do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, que o Ministério do Trabalho libera sem nenhum obstáculo, desde que seja apresentado um programa de ação pelo menos no ano anterior em que a instituição pretende usar.

Do vereador sem partido Manassés Oliveira pouco se sabe. A não ser que ele foi presidente do SIEMACO, Sindicato dos Empregados de Empresas de Conservação do Curitiba e Região Metropolitana, estas que fazem limpeza em grandes empresas e prédios públicos.

É lógico que para liderar trabalhadores do setor de limpeza e conservação, o cidadão deve pertencer a categoria, isto é: ser funcionário de uma das muitas empresas de limpeza que atuam na área.

Assim, seria injusto de nossa parte querer que um cidadão com este perfil raciocine como um legislador, faça pesquisas e destine recursos aos que necessitam, e em vez de usar o dinheiro que deveria ir para o povo, destiná-lo para uma secretaria municipal que pode usar os recursos do FAT.

É ou não é uma “ pérola” esta iniciativa de Manassés? Só falta esta incoerência do líder da limpeza e conservação ser usada como moeda de troca e o dito ser transformado em Secretário Municipal do Trabalho do Governo de Beto Richa como prêmio.

Agora uma pergunta:

Será que esta iniciativa de Manassés não é coisa encomendada?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Por um instante gostaria de ser crente

Outro dia estava eu sentado num coletivo que faz a linha Centenário-Campo Comprido, e fui indagado por rapaz que carregava uma Bíblia embaixo do braço direito, se eu estava pronto para receber a vinda do Senhor que segundo ele será para julgar os vivos e os mortos e libertar a terra de tudo o que não presta. Pelo jeito eu estava incluído no que não presta.

Em dado momento o " crente" pediu para mim ler um determinado trecho daquele livro sagrado.

Um pouco aborrecido com o cara li mas em voz baixa o que não lhe agradou. Tentando me intimidar o "cara" pediu que a leitura fosse em voz alta para que os "pecadores" que estavam no coletivo dela tomassem conhecimento.

Sei que sou meio descrente para com os méritos desta gente que prega nas praças aos brados, bem como os que adoram imagens, coisas repudiadas pela Bíblia. Me neguei logicamente.

Não deu outra: o " crente" levantou-se e aos gritos disse que eu estava endemoniado e precisava ser exorcizado, pois representava um perigo aos que alí estavam.

Gente, eu me julgo um sujeito educado e respeito o direito de cada um ter sua convicção religiosa, seu partido político, sua opção sexual, mas não admitido que alguém tente me usar em suas manobras de extremismo religioso, quase chegando a loucura.

Não tive outra alternativa senão dar uns berros nos ouvidos do "crente" e dizer que se ele não deixasse aquele coletivo no próximo ponto eu o faria engolir a sua Bíblia.

O homem foi à loucura total: começou a gritar pedindo que as pessoas me segurassem pois eu representava uma ameaça, enquanto usava o celular para chamar a polícia.

Acreditem o final desta história maluca: Quando coletivo chegou ao ponto final lá estava uma viatura me esperando e ao lado dos policiais uma multidão querendo ver o desalmado jornalista que estava agredindo um " irmão em Deus", só pelo fato de que ele era de cor e crente.

Meu Deus!

Foi um verdadeiro parto convencer os policiais ao contrário, pois entre os " homens da lei" que eram três, dois eram negros, o que me deixava em inferioridade.

Depois de quase duas horas de explicações, por uma graça de Deus, o " crente", aquele do inicio deste texto, voltou a ter um ataque de religiosidade pediu para um policial ler, em voz alta, exatamente o trecho da Bíblia que eu não quis ler.

Foi o ponto final: aos berros os policiais deram dois minutos para o " irmão em Deus" deixar aquele terminal, pois em caso contrário ele iria ler a Bíblia numa Delegacia de Polícia.

Confesso que por um instante tive a vontade de ser crente.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O Natal chegou e Londrina continua sem prefeito

Pelo andar da carruagem, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral não sabem o que fazer para resolver o problema jurídico-social criado por eles mesmos com as últimas eleições em Londrina.

É bem possível que eles também não saibam que Londrina é a terceira cidade em população do sul do país, ficando atrás apenas de Porto Alegre e Curitiba, e quem tem uma expressivas arrecadação de ICMS e uma posição destaca no PIB nacional.

Já se passaram mais de 30 dias e a cidade não sabe o resultado das eleições passadas, quando Antonio Belinati,PP, deu um baile em Luiz Carlos Haully, PSDB, que por sinal ganhou o segundo lugar de Barbosa Neto, PDT, por uma diferença mínima.

O embrólio criado pelo TSE todo mundo sabe.

Não vamos discutir se Belinati estava ou não habilitado a concorrer às eleições, pois o TRE/PR lhe deu esta condição ao aceitar sua candidatura antes de 5 de outubro último.

O que não pode acontecer é esta indecisão, deixando uma cidade inteira a espera da boa vontade dos ministros que estão enrolados na teia que eles mesmo teceram.

O Natal está chegando, e quem sabe, num rasgo de boa vontade, o TSE decida de uma vez por todas e marque a posse de Belinati, ou quem sabe por um novo embate entre Haully e Barbosa Neto, mas que decida este enrosco que ele, o TSE, mesmo criou, e que os londrinenes não tem culpa nenhuma.

O Belinati pode ter muitos problemas, mas neste episódio ele está liso e quem criou o problema foi o TRE/PR que o habilitou a uma eleição que ele ganhou no voto popular, e não vai ser o TSE que vai desrespeitar a vontade popular por que não é dele a decisão de escolha do prefeito e sim do povo, nas urnas.