terça-feira, 28 de outubro de 2008
Na queda de braço Belinati derrota o PSDB
Naquela oportunidade chamei a atenção dos articuladores de Beto Richa que seria temerosa sua presença no palanque de Haulli, pelo simples fato que do outro lado estaria um ícone da política londrinense, que embora tudo o que se fala dele, ainda é a melhor referência quando está em jogo uma recuperação da cidade depois dos estragos feitos pela administração do PT.
Antonio Belinati, com problemas de saúde é bem verdade, ainda fala o que as pessoas simples querem ouvir e tem na palma da mão a solução para os problemas da cidade por ser filho dela e conhecer cada canto da ex-capital mundial do café.
A bem da verdade, o povo, não só de Londrina mas de qualquer cidade, quer apenas saúde, segurança, educação e transporte. O que resto Deus dá de graça. E Belinati sabe disso como ninguém.
De repente desce em Curitiba nada mais nada menos do que José Serra, Governador de São Paulo, cotado para ser o representante do PSDB para presidência da república Em seguida vem Osmar Dias, senador pelo PDT e candidato fortíssimo ao Governo do Paraná e na seqüência Beto Richa, a grande paixão de Curitiba, referência nacional em administração municipal.
Antonio Belinati tinha ao seu lado somente o deputado federal Barbosa Neto, PDT, que derrotado no primeiro turno resolve estender a mão ao amigo Belinati (esqueçam as farpas anteriores) que estava acuado diante de tantas estrelas tucanas, além do presidente do PDT/PR,Osmar Dias, que pediam votos ao seu adversário.
De nada adiantaram as estrelas tucanas e pedetistas, diante do sol da esperança que os londrinenses viam em Belinati, especialmente os moradores dos Cinco Conjuntos, que mesmo sob o temor do TSE caçar sua preferido, gritavam o seu nome , terminando por consagrá-lo nas urnas do último domingo.
A nosso ver, mesmo que o TSE impeça a posse de Belinati, o que não acredito que aconteça, uma coisa deve ficar claro: o grande derrotado não foi Luiz Carlos Haulli, mas o PSDB inteiro, o que serve de sinalização para as pretensões de Beto Richa em 2010.
Bem que eu avisei. Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.
Curitiba é Curitiba e Londrina é Londrina.
Cada um na sua...
sábado, 25 de outubro de 2008
Desocupação na Fazendinha. Onde estavam os políticos que agora criticam a Polícia?
Movimentos dos sem não sei o que, e Ongs rotuladas como instituições sociais, não passam de fachada para que espertalhões ganhem dinheiro às custas de pobers menos esclarecidos.
E a classepolítica?
Quando do inicio da invazão ocorrida no bairro da Fazendinha em Curitiba, representantes do PMDB e do PT estiveram no local e mesmo sabendo que se tratava de propriedade particular ao invés de condenar a invasão, ainda prometeram ajuda jurídica o que levou os invasores a erguerem seus casebres.
Certa feita o candidato a prefeito pelo PMDB chegou a produzir layout de um “Atestado de Posse” e entregou a um invazor dizendo que se eleito, todos receberiam um documento oficial original e seriamn, de fato, proprietários da terra invadida.
Na Fazendinha, os casebres deles eram muito simples, verdadeiras barracas, entretanto podia-se observar os aproveitadores. Ao lado de um casebre de melhor aparência um carro da marca Renault ano 2003, permanecia estacionado, o que mostrava que seu dono não era tão fraco assim.
De tudo isso conhecidos políticos populistas tinham conhecimento. Foram quase vinte dia e ninguém viu ou ouviu um deles desaconselhar os que alí estavam, pois a desocupação podia tardar, mas um dia aconteceria.
E o que se viu foi a repetição de outros fatos já conhecidos.
A Polícia, cumprindo Ordem Judicial, teve que usar a força para retirar os invasorees do local, já que eles usando mulheres e crianças como escudo, se negavam a deixar a área causando um grande tumulto.
Os maridões, valentes quando foram procurados por jornalistas, ficama atraés de suas famílias quando deveriam estar na “ linha de frente”.
O petistas e peemedebistas populescos certamente a tudo assistiam pela televisão.
Agora, lemos nos jornais que o secretário da Segurança Pública afastou alguns militares de alta patente da PM, pois segundo sua interpretação houve exagero nos trabalhos da Polícia com “gente simples e trabalhadora sendo feridas e agredidas sem necessidade”.
A pergunta que fazemos ao Secretário da Segurança é por que ele não estava presente no momento da ação policial e por que o seu Governador silenciou quando a propriedade foi invadida, pois segurança, em Curitiba ou em qualquer cidade do Estado, é assunto de sua responsabilidade.
Mas que nada, enfraquecido pela fragarosa derrota política e respirando por aparelho, o sistema estatal não tem prestígio e nem quem fizesse aquela intermediação, pois o fiél escudeiro do Palácio das Araucártias, e também derrotado Doático Santos, não tem cacife para apagar o incêndio que ele mesmo ajudou a deflagrar.
Curitiba inteira conhece suas habilidades nesta área social, pelos vários feitos já realizados.
E o PT?
Bem o PT fez mesmo que o PMDB e ficou na dele quando viu que entrou àgua em mais uma manobra populista.Mas como tem representantes na Câmara Municipal, usou a Tribuna e lascou cacete na Polícia Militar que não fez olutra coisa senão cumprir uma determinação judicial.
Sabem por que as autoridades não sabem o nome do líder desta invazão? Porque prevalece a Lei do Silêncio e ninguém se atreve dizer para quem eles pagam a conta.
Ainda bem que a população curitibana não entra mais nestas manobras e sabe analisar os fatos com sabedoria.
Aliás, já deu mostras de sua capacidade na última eleição.
Ou será que a lição de 5 de outubro não valeu?
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Eleições em Londrina: bola cruzada na área do PDT
É mais ou menos isto que está acontecendo em Londrina, muito especialmente nos lado do PDT, hoje presidido no estado pelo senador Osmar Dias.
Antônio Belinati, que disputa a eleição para prefeito de Londrina sob a mira da Justiça Eleitoral que ora diz que pode e ora diz que não pode, foi eleito deputado estadual pelo PP que coligava com o PDT. Disputa o segundo turno naquela cidade com Luiz Carlos Haulli, do PSDB.
Se eleito, Belinati dará a sua cadeira na Assembléia para Neivo Beraldin, do PDT, seu suplente da coligação, hoje com uma brilhante atuação como Secretário Municipal de Esportes e Lazer de Curitiba e dono de uma das melhores carreiras naquela Casa de Leis do Estado.
Caso a Justíça Eleitoral indefira a candidatura de Belinati, quem vai disputar o segundo turno com Haulli será, exatamente Barbosa Neto, do PDT de Osmar Dias, que ficou em terceiro no primeiro turno.
O senador Osmar Dias, que busca sua candidatura em 2010 com apoio de Beto Richa, está dizendo maravilhas de Haulli do PSDB, na esperança de sensibilizar os caciques tucanos e receber a recíproca lá na frente. Neste momento ele está jogando no lixo os " acordos" da coligação PP/PDT em 2006, em apoio a Antônio Belinati.
Se o TSE tirar Antonio Belinati, Luiz Carlos Haulli terá pela frente, nada mais, nada menos, que Barbosa Neto que é do mesmo partido do senador Osmar dias, que hoje apoia o tucano Haulli.
Agora o leitor deste blog começa a entender o por que da " Bola Cruzada na área do PDT" ?
Honestamente, eu não queria estar no lugar de Osmar Dias se isto acontecer. Não sei como é que ele vai administrar o impasse que ele mesmo está criando. Se de um lado ele sonha ter o apoio do PSDB e por isto ajuda Haulli, de outro lado estará um deputado federal, seu companheiro de partido, bom de voto e jovem de muito futuro.
O bom mesmo seria Osmar Dias viajar para o exterior e não comparecer em Londrina por um bom tempo. Ao menos até que seu nome fosse esquecido na "capital do café", pois o interior do Paraná que tanto gosto dele, não perdoaria esta sua falha técnica.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Londrina coloca frente a frente Beto Richa e Antonio Belinati
Os assessores mais diretos do prefeito Beto Richa (especialmente Euclides Scalco, seu coordenador político), ainda estão botando na balança se não será arriscado levar o prefeito curitibano ao norte do estado, para pedir votos para Luiz Calrlos Haulli, PSDB, que foi para o segundo turno com Antonio Belinati, na disputa pela prefeitura de Londrina.
Haulli, que superou Barbosa Neto por uma centena de votos somente, é natural de Cambé, cidade da região metropolitana de Londrina e por este fato tem recebido uma certa rejeição dos londrinenses, especialmente os conservadores, que o acusam de trabalhar mais por sua cidade do que pela região, muito embora o norte tenha sido beneficiado por diversas iniciativas do deputado, com verbas para estradas e agricultura. É um bom deputado.
Enquanto isso Belinati, com todos os seus problemas e processos administrativos, ainda é amado na cidade, especialmente pelas camadas mais pobres que é aonde estão os votos e continua dando as cartas na cidade. Sua força está no Cinco Conjuntos, onde seu nome é palavra de ordem.
Para pedir votos a Haulli o prefeito Beto Richa deve aterrissar em Londrina com toda a sua assessoria de marketing nos próximos dias, para o grande teste de popularidade no interior do estado.
Uma coisa é Curitiba, que se enamorou de Beto e despachou de cara todos os seus adversários.
Outra coisa é Londrina, com problemas diferentes dos da capital, aonde os Dias têm reinado absolutos depois da morte de ex-governador José Richa.
Dizem que Beto vai usar a tática de ser filho de Londrina e herdeiro de um ex-governador amado pelos paranaenses e prefeito mais votado, proporcionalmente, no país, para pedir votos aos seu companheiro de partido.
E, para confrontá-lo, terá o carisma e a força do discurso populesco de Belinati que vai procurar mostrar que Londrina nunca precisou de Curitiba para ser a cidade pujante que é.
A briga é boa. São dois gigantes do voto.
Vamos ver para depois comentar. Apenas achamos que ainda está muito forte na memória dos curitibanos a vitória esmagadora de Beto Richa, e a derrota de um candidato com seu apoio poderá ser comprometedor para sua imagem e um entrave para as suas intenções futuras, além poder alavancar mais prestígio ao senador Osmar Dias que desta vez não terá nenhuma participação.
sábado, 11 de outubro de 2008
Médico gaúcho amputa perna errada de paciente
Medeiros entrou no hospital com uma diabete em estado crônico e precisa amputar a sua perna direita.
Feitos os exames preliminares, foi submetido a uma anestesia geral e quando acordou estava sem a perna esquerda que era a boa e ainda carregava a perna direita que estava comprometida.
Agora, seus familiares estão com uma ação na Justiça pedindo uma reparação pois Medeiros ainda podia desenvolver várias atividades, mesmo com uma perna só.
Estes fatos chegam a ser comuns no país. A impunidade dos médicos, mais o protecionismo da categoria, dificultará que a família de José Medeiros receba alguma coisa como reparação do erro cometido.
Enquanto isto, nossas cadeias estão lotadas de pais de família que no desespero da falta de alimento para seus filhos, acabam roubando um litro de leite ou dois quilos de feijão.
Não que uma coisa justifique a outra, apenas faço o comparativo para mostrar o quanto nosso sistema é injusto e cruel.
No caso do Rio Grande do Sul, o médico encontra-se protegido pela direção do hospital que mantém seu nome em sigilo, segundo sua assessoria para evitar alguma agressão por parte dos familiares da vítima.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Acreditem, o eleitor não foi exigente demais
Passado o impacto do resultado das eleições e com a poeira baixando aos poucos, os candidatos que ficaram de fora começam a fazer as contas e procuram um culpado para suas derrotas.
Em futebol quando acontece uma derrota inesperada, a diretoria perdedora, ao invés de reconhecer os méritos do adversário, joga a culpa no técnico que vivia pedindo "reforços" e não foi atendido, e o demite como o único culpado.
Entretanto, na política, antes de arranjar um "Cristo", é bom uma reflexão mais profunda sem paixão, e analisar em quem e onde o candidato gastou mais fichas para chegar ao custo de cada voto conquistado, terminando por aceitar o resultado.
Ainda assim é bom lembrar que houve um amadurecimento do eleitor em todo o país, e tivemos também o aparecimento de novas lideranças sem experiência política, mas de relativo sucesso em suas atividades, o que lhe servia de referência ao colocar seu nome para julgamento popular.
É bom lembrar também, que desta vez o eleitor decidiu limpar a losa, mandando para a casa os que estavam muitos anos no poder.
Não que estes nomes não tivessem uma boa folha de serviços prestadas à sociedade, mas simplesmente por estarem muito tempo no poder, o que no pensamento do eleitor, devem dar lugar para os novos nomes.
E assim foi feito: uma verdadeira varredura foi feitas nas prefeituras e câmaras de vereadores do país e uma nova etapa na vida dos brasileiros começa a ser projetada pelos novos eleitos.
Aqueles nomes experientes que deixaram os parlamentos, deverão compor os quadros dos executivos municipáis e em muito contribuirão nos seus segmentos, pois se conhecimentos não tivessem, não teriam ficado tantos anos no legislativo da sua cidade.
E então sim, estará sendo feita justiça pelo eleitor que não votou mais naquele nome que o acompanhou por tantos anos, mas quer tê-lo no comando da sua cidade para colocar na prática os seus projetos de uma melhor qualidade de vida para todos.
É dentro deste raciocínio, que acreditamos que o eleitor não foi exigente demais.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Chegou a hora, de Beto Richa comemorar
A bem da verdade ficaram registrados dois factóides, programados com fins bem claros.
Primeiro: O ex-reitor Moreira , (PMDB) que na UFPR já não andava bem das pernas, com o agravante de também não ser muito digestiva a sua atuação como diretor do HC de Curitiba, foi usado e abusado por Requião e Doático Santos, (presidente municipal do PMDB) como um simples instrumento para que o partido não ficasse sem um candidato nestas eleições. Tanto Requião quanto Doático, que de bobo só tem o trote, sabiam da fragilidade de Moreira, mas como alguém tinha que ir para o sacrifício para tentar ao menos um, ou quem sabe dois vereadores, Moreira que é mais vaidoso do que mulher de terceira idade em sexta dançante da Sociedade Universal, caiu como um patinho na lagoa e fez o que todos viram nesta campanha: Nada vezes nada , pois como não tinha proposta alguma era manobrado pela cúpula do partido e agora sem a cadeira de reitor da UFPR ele vai carregar a culpa do fiásco do PMDB.
Para recompensá-lo do sacrifício certamente Requião vai colocá-lo em alguma secretaria, numa diretoria aonde seu nome não signifique nada.
Segundo: O Lauro Rodrigues, (PtdoB que gosta de chamar de PT do Bem), foi o hilário da campanha, chegando a dar pena dos telespectadores por sua incompetência e despreparo.
Estava mais do que claro que dirigido por seu pai, Horácio Rodrigues, estava nesta campanha mais para servir de " moeda de troca" do que para outra coisa. Seu cartão verde só não era indicado para pagar entrada nos banheiros públicos das praças de Curitiba, pois para o resto ele era indicado.
Um desastre total, conseguindo ser pior que os representantes do PV, do PTB, do PCdoB e do PSOL, que engravatados, mais pareciam candidatos a serviço temporário em época de Natal, cada qual com sua gracinha pessoal. Ou era catraca ou era" somos a favor da vida mas defendemos o direito ao aborto".
Voltando ao Lauro.
Podem escrever em algum lugar e guardar para me cobrarem depois: no espaço de 30 dias depois das eleições, ele será agraciado com um cargo na prefeitura por ter ficado o maior tempo criticando a Gleisi, principal desafeto de Beto Richa.
A candidata do PT Gleisi Hoffmann cumpriu o seu papel. Foi até onde podia e falou tudo o que podia e sabia sobre Curitiba. Ao final jogou a toalha e ficou elogiando os programas do Governo Federal para encher o tempo, pois sair da telinha que era tudo o que queria, não podia por determinação do partido.
Seu coordenador André Passos perdeu duas vezes: Abriu mão do seu cargo para atuar na campanha e perde a disputa com Beto Richa mesmo tendo o seu partido no comando do país.
E Beto?
Bem Beto teve a eleição mais fácil da sua vida, pois se não é perfeito, teve facilitado o seu discurso pela fragilidade dos adversários.
Boa Sorte Beto Richa! Até 2010 quando voltaremos falar de eleições.
Eu, bem eu vou dar uma escapadinha e volto na segunda feira.