domingo, 17 de agosto de 2008

Boca maldita testemunha fracasso de Gleisi e Moreira

Quem esteve na Boca Maldita em Curitiba neste sábado teve a oportunidade de ver em que estado lamentável estão dois dos principais partidos políticos do país, um inclusive com o Palácio do Planalto nas mãos.

O candidato do PMDB, ex-reitor da UFPR, Carlos Moreira, quando fez uso de um microfone instalado pelo Doático Santos, um misto de candidato e garoto propaganda, fiel escudeiro de Requião, foi tão ridículo e insonso quanto Doático. Ambos só sabem falar de uma verba de 10 milhões de reais supostamente saída dos cofres do DER e que teria sido usada por Beto Richa através de seu irmão, em seu primeira campanha para prefeito, fato já esclarecido amplamente pelas partes envolvidas, inclusive na esfera judicial.

Doático chegou ao cúmulo de montar um arremedo de teatro para ironizar o resultado das últimas pesquisas que apontam Beto Richa na frente de Moreira e Gleisi, com mais de duas léguas de distância. Até com a direção das Lojas Pernambucanas Doático arrumou encrenca, tal o seu despreparo e arrogância. O PMDB instalou quatro microfones na porta da empresa, impedindo, além do som altíssimo, a entrada das pessoas.

Doático disse alto para todos ouvirem, que o PSDB pagou 300 mil reais por cada pesquisa, Data Folha, Vox Populi e Ibope, comprando um resultado a seu favor.

Se o PSDB quiser , e não for verdade, pode processar Doático por crime de calúnia e difamação, que dá uma grana arretada.

Doático é uma figura carimbada na política curitibana.

Quanto a Gleisi, que trouxe uma caravana de Brasília, juro que senti pena dela.

Chego à conclusão que ela foi jogada nesta mais por seu marido ministro do que por sua vontade, com o PT apostando na repetição, em Curitiba, de um resultado conseguido por ela no estado, quase derrotando Álvaro Dias para o senado, fato que para mim foi como “um vento que passou na vida dela”, uma anormalidade social que nunca mais acontecerá.

Em Curitiba a coisa é diferente. Aqui o povo não se ilude com cara bonita.

O PT, sem militância nenhuma, entrou na Luiz Xavier com cerca de 300 pessoas carregando sua bandeira, sem nenhuma motivação, apenas fazendo aquele trabalho pelos 40 reais que receberiam na dispersão ao final dos discursos.

Dava para ver que ali ninguém era petista.

O pronunciamento da “Barbie”, o mesmo desde o inicio da campanha, não motivou nem os trabalhadores do partido. Só o marido ministro batia palmas.

Também fiquei com dó do Ângelo Vanhoni, que teve de caminhar, com a dificuldade de um deficiente, das imediações da agência central dos Correios até a Boca Maldita. É bem verdade que sempre estava amparado pelo Dr. Rosinha que não saia de seu lado, do presidente da Itaipu, Jorge Sameck e da ministra Chefe da Casa Civil de Lula, Dilma Rousseff que veio dar força para a “Barbie” mas também não conseguiu empolgar nem os porta-bandeiras do seu partido.

E olhem que no palanque estava também, o deputado Ratinho Junior, dito por uns como bom de discurso, mas que falou para as moscas, além de um bando de “papagaios de pirata”, que disputavam um espaço para sair nas fotos.

A meu ver, PT e PMDB deveria se unir nesta desgraça política em que estão metidos, enfiar a viola no saco e trabalharem para eleger alguns vereadores, pois outra coisa não conseguirão.

Frango com polenta e macarrão a mil reais o prato Coisa do PT

Cruzes! Quase não acreditei quando recebi o convite para um jantar do PT em homenagem a candidata Gleisi Hoffmann, em um restaurante que fornece comida italiana ( do interior da Itália, é bem verdade) esta semana. Como recebo muitos convites e sou jornalista, confirmei presença para ver o que iria acontecer.

Foi então que a moça do outro lado da linha me perguntou se iria pagar em dinheiro ou com cheque. Na segunda hipótese ela me forneceria o nome do favorecido.

-Olha moça, um jantar político, com a presença da Ministra Chefe da Casa Civil do presidente Lula quem vem para tentar arrancar a campanha da “barbie” os jornalistas ainda terão que pagar para noticiar o fato?

Foi então que quase cai de costas. Ela lascou o valor da polenta com frango e macarrão, mais uma porção de fígado frito: R$ 1.000,00, com direito a duas cocas.
Sim, mil reais!!

A dita foi mais longe e disse que pretendem reunir mais de mil pessoas.

Simplesmente vão arrecadar, se encontrarem mil pessoas que paguem frango, polenta e macarrão, mais uma porção de fígado frito, a mil reais, mais de um milhão de reais,só num jantar.

Olha gente. Não sei não, mas para quem é canditada do PT de Lula, mulher de ministro, a coisa deve estar feia pros lados da estrela solitária.

Sei de fonte digna de crédito, que se em 10 dias a “barbie” não decolar vão substituí-la por outro nome, e segundo corre a boca pequena mais uma vez vão jogar o Ângelo Vanhoni na arena para ser triturado pelo prefeito.

Vamos aguardar para ver o que vai acontecer.

No jantar com frango, polenta, macarrão e uma porção de fígado frito não vou. Com mil reais eu janto num restaurante francês, acompanhado, com música ambiente,sem aquele papo de” vou mudar Curitiba para melhor”, e ainda sobra para a caixinha do flanelinha que vai “guardar” o meu carro.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Silêncio estratégico de Gustavo aponta para 2010

Quem não conhece bem o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), deve estar perguntando para seus botões, qual a razão do seu silêncio neste período eleitoral, quando todos nós sabemos que a sua fala nestes encontros do PSDB teria efeitos milagreiros para a consolidação dos projetos de Beto Richa.

Filho do ex-deputado federal, ex-prefeito de Curitiba, Maurício Fruet, Gustavo trás no sangue a política e atua com estratégia tanto quanto seu pai fazia. Ele sabe que no seu partido além dele, tem os pesos pesados Álvaro Dias e Beto Richa, ambos com um olho no senado e outro no Palácio das Araucárias, que hoje hospeda um representante do combalido PMDB, de onde aliás, Gustavo procede.

Embora ele não fale por sua modéstia não permitir, Gustavo, hoje, pode escolher continuar na Câmara Federal, tentar o Senado ou o próprio governo do Paraná, que o paranaense vai corresponder nas urnas sem dúvida alguma, tal o carinho que todos lhe dedicam por ser filho do saudoso Maurício Fruet e ser o excelente deputado federal que é.

O eleitor deve estar perguntando. Se Gustavo Fruet é tão carismático como afirmamos, então qual o motivo dele não ser citado com mais significado nos eventos de Beto Richa?

É por uma questão de estratégia. Ele prefere se fazer presente nos eventos, muitas vezes ao lado da Eleonora Fruet, Secretária Municipal e sua irmã, sempre em locais mais discretos e aguardar o andar da carruagem para traçar uma postura rumo a 2010.

Lá, vamos ter fogo cruzado de todos os lados. Osmar Dias, PDT, é candidatíssimo, com ou sem apoio de Beto Richa. Seu irmão Alvaro Dias, com notável presença no Senado, ou continua na Câmara Alta ou vai tentar mais uma vez o governo do Paraná. Já Beto Richa, pelo que dizem seus assessores, vai querer o Palácio Iguaçu e neste caso bateria de frente com Osmar Dias.

Por todos estas observações, deu para prever a briga que vai acontecer daqui a dois anos.

Então, mais uma vez cito o silêncio estratégico de Gustavo Fruet, cujo prestigio no Estado lhe permite ficar de fora desta teia de aranha e decidir lá na frente em qual dos barcos vai velejar.

Aos seus amigos seu eterno sorriso de menino e sua mão segura. Aos que não são seus amigos(se é que existem), os favores da lei.

Politicamente Gustavo Fruet tem postura firme e consciente. Ele sabe que qualquer manifestação que fizer hoje, pode ser mal interpretada amanhã, daí o silencio dos inteligentes que adota hoje.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Na briga pelo voto vale até indiscrição

Os que têm tido a oportunidade de acompanhar algumas promoções voltadas a caça de votos dos evangélicos em Curitiba, estão observando que a falta de experiência (nesta área) está colocando em cheque a posição, que deveria ser imparcial, do Secretário Municipal AntiDrogas da Prefeitura de Curitiba.

Não foi uma nem duas vezes que eventos promovidos pelo setor evangélico de Beto Richa, ainda que a coligação tenha vários candidatos com grande penetração no meio, é direcionado a candidata Mara Lima(PSDB), numa clara preferência dos coordenadores( talvez por que pertencem a mesma igreja da candidata), em detrimento a candidatos com grande folha de serviços à cidade que pertencem à coligação.

Por orientação do secretário Marchezinni, provável inocente útil neste caso, o apresentador muitas vezes não registra a presença de outros candidatos no evento, o que tem provocado um certo mal estar entre tradicionais apoiadores de Beto Richa na Câmara Municipal que buscam a reeleição.

É bem verdade que uma eleição é como uma guerra: quem puder mais vai chorar menos depois das 18 horas do dia 5 de outubro. E neste caso todas as armas são válidas.

Mas também é verdade que não se pode trocar o certo pelo duvidoso, mesmo porque o cargo de secretário municipal estará, sempre, na corda bamba, dependendo do grau de satisfação do trabalho deste em relação aos vereadores com mandato.

Uma posição infantil, ou impensada hoje, poderá trazer conseqüências irreversíveis amanhã.

Não estou discutindo o potencial de votos da candidata da igreja Assembléia de Deus, mesmo porque já registrei candidato a deputado federal desta igreja que após eleito por um partido, dois dias depois da posse trocou de sigla, numa clara infidelidade partidária, ainda que no púlpito ele pregue outro comportamento para seus seguidores.

Apenas digo que é bom o Secretário Municipal AntiDrogas não tomar partido, a não ser que ele se licencie, para não queimar sua excelente folha profissional, pois diante de Deus todos são iguais.
Com os s vereadores é a mesma coisa para Beto Richa.

Também é bom lembrar, o que honestamente eu acredito, que os evangélicos, sejam de que denominação forem, saberão separar na hora do voto, o joio do trigo, e não confundir religião com obrigação cívica, pois diante de Deus estariam pecando.

Quem avisa amigo é!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Estratégia errada pode prejudicar futuro de bons políticos

Wilson Picler, e Barbosa Neto deputado federal, ambos do PDT, o primeiro suplente do segundo, devem estar vivendo um verdadeiro inferno astral. Tudo graças a estratégia errada que adotaram em 2006, por não terem ouvido gente com a cabeça no lugar, preferindo os “ amigos que sabem tudo”, não fazendo um acordo.

Todos sabem que o maior sonho de Barbosa Neto é ser prefeito em Londrina e acabar a construção de uma casa que quando concluída, será coisa de cinema. E Wilson Picler, bem sucedido empreendedor da área da educação, tudo que sonha é ser deputado federal.

Ocorre que para consolidar estes dois sonhos Barbosa Neto deveria ter saído deputado estadual dobrando com Wilson Picler a federal ao invés dois disputarem uma mesma vaga, que por ter mais “ cancha” acabou ficando com Barbosa Neto.

Em Brasília, Barbosa não tem a visibilidade na mídia que teria se ficasse no Paraná, cuja reeleição era certa por sua densidade eleitoral no norte do estado, coisa que agora está lhe faltando para enfrentar Antônio Belinati, que embora combalido, é o mais forte dos políticos londrinenses.

Agora, Picler anuncia um forte apoio a Barbosa Neto para a prefeitura de Londrina, na expectativa de ser, pelo menos dois anos, deputado federal pelo PDT, realizando, assim, uma velha aspiração.

Para que isto aconteça vai gastar tanto quanto gastou em 2006 , coisa que teria sido bem diferente lá atrás, em 2006, se tivesse ouvido profissionais da área e pessoas, que por sinal estavam ao seu lado, com larga experiência em política, pois negociando com Barbosa Neto sua eleição estaria garantida.

Se perder para Belinati Barbosa Neto retorna a Brasília (poderia retornar para a Assembléia), enquanto que Picler continuará a sua busca por uma cadeira na Câmara Federal em 2010. Se resolver trabalhar com profissionais e ouvir menos seus amigos de ocasião, sua vida estará facilitada.

Caso contrário, vai continuar na fila de espera.

sábado, 2 de agosto de 2008

Adversários de Beto Richa são mais fracos do que eu pensava

Somente escrevo sobre o debate neste sábado, por que gastei a sexta feira inteira revendo o debate realizado pela Band com os candidatos à prefeitura de Curitiba, na esperança de encontrar entre eles pelo menos um que tivesse condições de brigar de perto com o candidato da coligação “O Trabalho Continua”, e talvez levasse a decisão para o segundo turno, mas me confesso frustrado.

Na verdade o que assisti foi uma frente orquestrada contra Beto, com a nítida sensação de colocar Gleisi Hoffmann nas disputas num segundo tempo e, em caso de uma vitória dela, negociar alguns cargos na administração municipal.

Posso estar enganado, mas não consigo ver o debate de outra forma, pois tanto o PV como PMDB, PcdoB, PtdoB e até o PTB só sabiam botar defeito na administração Beto Richa, até mesmo em temas na qual Curitiba é premiada internacionalmente, ao invés de apresentar propostas.

O representante do PSOL, Bruno Meirinho, só estava preocupado em mostrar sua intelectualidade anárquica e teimava em sonhar com um metrô para Curitiba.

Era tão flagrante o despreparo de alguns candidatos que dois deles, Lauro Rodrigues e Maurício Furtado, não conseguiu formular uma pergunta com tempo de um minuto. Nos trinta segundos já começavam a babar no microfone, tão nervosos e despreparados que estavam. E quando tinha que responder alguma indagação, com dois minutos de tempo, enroscavam a língua e não conseguiam esboçar um não sei.

Fábio Camargo, com discursos ultrapassados, limitou-se a se auto-afirmar dono de uma capacidade administrativa inigualável, mas num linguajar pífio e sem lógica.

Ficou mais para garoto propaganda do Roberto Jefferson, seu presidente nacional, do que candidato a prefeito de Curitiba.

Entretanto, de uma coisa devo ser justo. Se eles não conseguiram debater com Beto Richa, ao menos mostraram uma criatividade hilariante, demonstrando boa capacidade circense, só faltando o nariz de bola vermelha. O resto eles fazem muito bem.

Já Beto Richa, estava muito estático e embora toda sua boa vontade, as vezes ficava vermelho com perguntas cujas respostas não tinha disponível. O que dava para entender que seus assessores mais diretos, inclusive alguns secretários, não lhe assessoravam na hora exata, e não lhe dizem a verdade sobre alguns setores da administração municipal, pois muito do que foi dito tem fundo de verdade.

É bom Beto mandar verificar alguns procedimentos na Guarda Municipal e no setor social, por exemplo, antes que a concorrência o faça. E não aceite relatórios, vá direto verificar pessoalmente, converse com o pessoal obreiro e não com as chefias, que nestes setores o “mar não está para peixe”. Ali a maioria não vota com o PSDB.

De tudo isto eu tiro duas coisas:

Os adversário do “turquinho” são muito fracos. Fracos demais.

Beto leva mais esta. Pode mandar fazer o terno da posse.

Se acontecer alguma coisa diferente no dia 05 de outubro, vou classificar o fato de anormalidade eleitora!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Adversários de Beto Richa são fracos demais

Tenho assistido alguns programas de televisão, ouvido alguns depoimentos de candidatos a prefeito, e embora estejamos um tanto longe da hora fatal, chego a conclusão que o atual prefeito Beto Richa, PSDB, vai levar esta eleição sem problema algum, mais pelo despreparo (para o cargo) dos seus adversários do que pelas obras que fez na cidade, que ainda que sejam muitas, sabe-se que falta um bom caminho para que Curitiba seja, realmente, a terra de todas as gentes.

Fiquei mais impressionado com a fala do ex-reitor Moreira,PMDB,o “ricão” abençoado de Requião, que limitou-se a teorizar sobre alguns temas e dizer verdadeiras pérolas sobre outros. A fala do homem na RIC TV foi só falácias. Ele simplesmente não conhece Curitiba.

Ricardo Gomyde, PcdoB, que já foi deputado federal, perdeu o rumo da história e hoje não sabe a linha pragmática do seu partido que deveria ter características populares, mas se mostra comunista da elite, e elite não tem como ser comunista já que é elite. Está mais para garoto propaganda de sabonete do que para candidato a prefeito.

Da petista Gleisi quase nada se pode falar, pois pelo andamento da carruagem deve ter saído à rua em dia de chuva e sem querer perdeu a maquiagem que a mostrava como a “barbie” da política paranaense. Se ela não corrigir sua postura nos próximos dias e não decolar, somente terá ao seu lado o marido ministro, diga-se a bem da verdade como ela também, não conhece Curitiba,, pois o presidente Lula só estará ao seu lado se ela for para o segundo turno, o que se acontecer engro$$a o caldo e fará Beto Richa suar frio.

Dos candidatos dos partidos nanicos não dá falar nada pois nada eles têm a dizer. Simplesmente farão o papel de “livres atiradores” a serviço de Requião para fragilizar Beto Richa, em troca de um cargo no Governo do Paraná enquanto Requião lá estiver..Então, pelo que se deduz, Beto Richa é pule de dez e o máximo que poderá acontecer é a concorrência apertar um pouco na reta final, mas sem fôlego suficiente para bater o herdeiro de José Richa, que a estas alturas só pensa em 2010.